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O Brasil não deve abrir mão de procurar viabilizar uma alternativa ao dólar como moeda para fazer comércio internacional, afirmou neste domingo (3) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso sobre o tarifaço de 50% que os Estados Unidos (EUA).
O presidente Lula confiante nos parceiros comunistas, não abre mão de provocar uma guerra econômica com EUA, e na mesma linha de Hugo Chaves, fala em criar uma nova moeda mundial: “Eu não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com os outros países. Eu não preciso ficar subordinado ao dólar”, afirmou o presidente brasileiro.
EUA não cita a relação do governo Lula com o Brics como motivo das retaliações contra o Brasil. Alguns analistas de viés esquerda atrelam a taxação a aproximação do governo brasileiro com a China e Rússia. O presidente Trump criticou a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (RJ), entre 6 e 7 de julho, por entender que há uma organização internacional com objetivo de impor a sociedade uma relação sem respeitar a vontade soberano do povo brasileiro.
No entanto, não querem admitir os atos abusivos cometidos pelo seu grupo político que se utiliza da PGR e ministros da Suprema Corte para regulamentar as redes socias e perseguir adversários políticos e jornalistas. Fato é que hoje o presidente Lula tem a maioria na STF e exerce forte influência sobre as decisões da Corte. Desde o início do governo começou o revanchismo do governo e seus parceiros se utilizando do poder constituídos para persegui os adversários políticos ou jornalistas considerados desafetos por suas críticas.
Inúmeras denúncias formais e documentadas foram protocoladas na Organização dos Estados Americanos OEA, e na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Durante a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (RJ), entre 6 e 7 de julho, Trump fez críticas ao bloco e prometeu retaliar países que substituam o dólar no comércio.
Contudo o presidente Lula sabe que poderá sofrer impeachment caso a crise internacional se agrave e durante a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, disse que o Brasil não quer desafiar os EUA, mas que o país tem interesses estratégicos que precisa defender. O presidente afirmou que o Brasil não é uma “republiqueta” e que quer negociar em igualdade de condições.
O Brasil tem uma relação histórica com os EUA que foi o primeiro país a reconhecer a nossa independência e sempre foi o maior parceiro econômico, tecnológico e cultural com forte vínculo de investimento.
Diferente da China que tem interesse em investimentos estratégicos de controle nacional como portos, aeroportos, cooperativas de agronegócios para garantia de comodities que interessa para seu país.
Lula orientado pelos seus conselheiros, reconhece que os EUA é uma potência mundial que deve ser respeitada e manter a boa relação política: “Os EUA são muito grande, é o país mais bélico do mundo, é o país mais tecnológico do mundo, é o país com a maior economia do mundo. Tudo isso é muito importante.
Mas nós queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Nós temos interesses econômicos e estratégicos. Nós queremos crescer.
Apesar dos escândalos de corrupção conhecida mundialmente, e das acusações de conluio entre os poderes da República, Lula afirma que “nós não somos uma republiqueta”. avaliou.
Lula fez referência às críticas dos EUA ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, um dos motivos apontados por Trump para taxar o Brasil.
Relações diplomáticas
O presidente brasileiro, por outro lado, acrescentou que o governo segue aberto a negociações com os EUA e que, apesar de o país norte-americano não ter mais a mesma importância econômica que já teve para o Brasil, as relações diplomáticas devem ser preservadas.
Lula pondera: “O Brasil hoje não é tão dependente como já foi dos Estados Unidos. O Brasil tem uma relação comercial muito ampla no mundo inteiro. A gente está muito mais tranquilo do ponto de vista econômico. Mas, obviamente, que eu não vou deixar de compreender a importância da relação diplomática com os Estados Unidos, que já dura 201 anos”, afirmou.
Lula disse ainda que o governo vai trabalhar para defender as empresas e os trabalhadores afetados pelo tarifaço enquanto deixa a porta aberta para negociações com a Casa Branca.
“Vamos dizer o seguinte, ‘olha, quando quiser negociar, as propostas estão na mesa. Aliás, já foram apresentadas propostas pelo [vice-presidente] Alckmin e pelo [ministro das relações exteriores] Mauro Vieira. Então, é simplesmente isso”, finalizou.
Negociações
Após a formalização do tarifaço, a Secretaria de Tesouro dos EUA entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar negociações. Na última sexta-feira (1º), o presidente Donald Trump disse que está disposto a conversar com o presidente Lula..
Segundo Haddad, o governo deve anunciar, nos próximos dias, um pacote de medidas com linhas de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump. Fonte: Agência Brasil
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