Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 4 de maio de 2026

A rejeição do nome de Jorge Messias, foi mais que uma rejeição, foi uma derrota política para o presidente Lula, que pretendia usar a indicação para ganhar os votos dos evangélicos.

Segundo o Blog do Esmael, o presidente Lula (PT) poderá indicar uma mulher para o Suprema Corte como uma forma de retaliação contra Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que sabotou a eleição de Jorge Messias, indicado para ministro do STF. O Planalto pretende a segurar a escolha para janeiro de 2027, caso Lula vença a eleição de outubro.

A Reuters informou que Lula planeja uma nova indicação depois da derrota de Jorge Messias e que uma mulher passou a ser considerada porque tornaria mais difícil, politicamente, uma nova rejeição pelo Senado. A Corte tem apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia, que se aposentará compulsoriamente em 2029.

Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado na quarta-feira (29), por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, precisava de ao menos 41 votos.

A Associated Press registrou que foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de 130 anos. A Agência Senado apontou o intervalo de 132 anos, desde o governo Floriano Peixoto, em 1894. Vale lembar, que naquele ano foram cinco indicações rejeitadas pelo Senado.

A derrota não terminou no placar. Ela deu a Alcolumbre um método para pressionar Lula em cada nome que passar pelo Senado, do STF às agências reguladoras, Banco Central, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Se Lula indicar uma mulher, a votação deixa de ser apenas uma disputa por cadeira no Supremo. O Senado terá de bancar, em ano eleitoral, a rejeição a uma mulher para uma Corte com presença feminina reduzida.

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