Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de maio de 2021

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19/5), por 313 votos a 166, o texto-base da medida provisória 1031/21, que privatiza a Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País. O Plenário analisa agora os destaques apresentados pelos partidos ao texto do relator, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA).

“O plenário voltará a discutir esse tema, quando nós, de novo, reestatizarmos a Eletrobras, se ela for privatizada aqui. Porque essa (a reestatização) é a única saída”, disse a dirigente petista.

Na prática, a aprovação da privatização por um parlamento “viciado” e tomado por patrões e especuladores abre a discussão para a revogação de todas as medidas econômicas dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro num eventual governo do PT.

Opinião

O serviço público é oneroso e precário, o que dificulta novos investimentos no setor energético brasileiro. As iniciativa privada é mais eficiente e trabalha com planilhas de custos reduzidas, o que faz obter melhor competitividade no mercado. Hoje por exemplos a maioria das prefeituras e governos estão com orçamento no vermelho, a folha de pagamento consome quase toda a arrecadação, apesar das elevadas alicotas de impostos.

Referendo revogatório

“Agora que o investimento está pago, a iniciativa privada quer tocar. Por quê? Porque agora está dando lucro. Os senhores acham que vão investir o lucro para melhorar a vida do povo?”, questionou Gleisi Hoffmann durante seu discurso na Câmara.

O referendo revogatório é uma das bandeiras dos partidos e personalidades de esquerda, a exemplo do ex-senador Roberto Requião (MDB), uma das conditio sin qua non para apoiar Lula em 2022. (Fonte: Blog do Esmael)

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