Os ataques contra o Irã são um “resultado direto” do que descreveram como “atos de terrorismo internacional” contra “navios inocentes” que transitavam pelo Estreito de Ormuz. “Essa resposta é resultado direto dos atos de terrorismo...
O presidente Lula escolheu o deputado federal Enio Verri, do Paraná, para a diretoria-geral da Itaipu Binacional.
A escolha foi estratégica, ficou entre o ex-presidente da Itaipu Jorge Samek, e o deputado federal Enio Verri, que poderá ceder a vaga na Câmara Federal.
Lula e Verri se reuniram na tarde desta quinta-feira (26) no Palácio do Planalto, junto com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Reeleito em outubro para o seu terceiro mandato de deputado, com mais de 95 mil votos, ele terá que renunciar à cadeira na Câmara dos Deputados para poder assumir o cargo de dirigente da Itaipu. Ele é economista.
A disputa se afunilou entre Samek e Enio após uma intensa disputa nos bastidores que envolveu ainda outros cotados como o também deputado federal Zeca Dirceu e e o ex-governador do Paraná Roberto Requião, ambos do PT.
Requião, segundo petistas, defendia assumir a companhia no modelo “porteira fechada”, quando todos os cargos abaixo deveriam passar por ele.
Zeca acabou indo para a liderança do PT na Câmara e se aliou a Gleisi Hoffmann na defesa do nome de Enio, que tem feito campanha aberta pelo nome dele.
O entorno da petista afirma que Enio tem boa formação – ele é economista pela USP–, mas não tem intimidade com a área.
A revisão do Tratado de Itaipu neste ano é o principal desafio da nova gestão, além de um processo de desmilitarização da companhia. Agora, deve ser debatidos os postos das cinco diretorias de Itaipu.
O PSD, partido do ministro Alexandre Silveira, deverá ser contemplado com uma ou duas das cinco diretorias de Itaipu, segundo fontes a par das negociações.
O PT deve ficar com outra. O MDB tem interesse em ter outra, mas petistas dizem que o partido só tem um deputado no Paraná e é ligado ao bolsonarismo. Além disso, a bancada do PSD é maior do que a do MDB na Câmara.
Nomes para postos da empresa já circulam em listas de apostas. Silvana Vitorassi é próxima à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Carlos Carboni também é citado e é o preferido de Gleisi. David Krug é o nome de Samek. Luiz Fernando Delazari é o nome de Requião, ainda segundo fontes ouvidas pela CNN.
Vale lembrar, que antes do presidente Bolsonaro, a empresa tinha 25 diretores, portanto, nada impede da criação de novas diretorias para abrigar todos os companheiros.
Maior hidrelétrica do Brasil
Itaipu é a maior hidrelétrica do país e segunda maior do mundo. Na prática, foi remilitarizada na era Bolsonaro. Até então, a empresa era comandada pelo almirante Anatalicio Risden Junior.
Desde que assumiu o cargo, há um ano, a Marinha – da qual é egresso – é a Força que passou a dominar os postos estratégicos da binacional. A Força também tradicionalmente tem postos-chave na área de energia no Brasil.
Itaipu se situa no rio Paraná, entre o Brasil e o Paraguai. A usina binacional foi projetada e construída entre 1970 e 1982, durante os governos militares dos generais Emílio Garrastazu Médici (1905-1985), Ernesto Geisel (1907-1996) e João Figueiredo (1918-1999). Em 2023, a empresa celebra 50 anos da assinatura do tratado que deu origem à construção da hidrelétrica.
Fonte: CNNbrasil
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