Ação de Lula contra Meta ocorre após o petista não conseguir alavancar a campanha no 2º Turno e aponta interferência da big tech. Segundo coordenador de campanha do PT, Camilo Santana, essas interferências ocorrem em...
Ação de Lula contra Meta ocorre após o petista não conseguir alavancar a campanha no 2º Turno e aponta interferência da big tech. Segundo coordenador de campanha do PT, Camilo Santana, essas interferências ocorrem em meio a mobilizações de movimentos sociais e das universidades públicas federais com manifestações nas ruas com apoio a Lula, que não reverbera com intensidade nas redes sociais.
Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (14/10) que o petista pediu que fossem acionadas a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta, por suposta interferência nas eleições brasileiras.
“Estamos apresentando à OEA e à ANPD um relatório com denúncias de que a Meta está interferindo nas eleições. (…) Foram mais de duas mil denúncias de interferência em três dias na página oficial da campanha”, afirmou Camilo a jornalistas, no QG da campanha de Lula, em Brasília.
A ação ocorreu momentos após a coligação de Lula ter recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, por suposta restrição ao alcance de publicações da equipe petista e tratamento desigual na distribuição de conteúdos eleitorais.
Observadores internacionais
Além de ser tema da representação à OEA e ao órgão de defesa do consumidor, a atuação da Meta será discutida pela campanha de Lula em uma reunião, nesta quinta-feira (15/10), com observadores internacionais das eleições..
Diálogo com países e interesse dos EUA
Lula envia mensagens a outros 12 países a narrativa da suposta interferência da Meta nas eleições brasileiras. Segundo o coordenador da campanha, países como Colômbia, Chile, Argentina, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha estão cientes das acusações feitas pela equipe petista.
“Estamos estendendo essa denúncia para os outros países, para que possam também reverberá-la, falar em seus parlamentos e nos meios de comunicação locais para denunciar a interferência brasileira aqui”, afirmou Camilo.
Pouco antes de Camilo Santana anunciar à imprensa que a campanha de Lula acionaria a OEA e a ANPD, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, classificou como “óbvia” a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras por meio da Meta.
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