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‘Lobo do Batel’: empresário suspeito do maior golpe financeiro da história do Paraná é preso com R$ 5 milhões em dinheiro vivo
O empresário conhecido como “Lobo do Batel” foi preso nesta semana pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) em Itapema, no litoral catarinense. Foragido desde setembro, ele é suspeito de aplicar um golpe bilionário que teria causado prejuízo de mais de R$ 1 bilhão a pelo menos 800 investidores.
A prisão ocorreu em um hotel de luxo de frente para o mar, localizado no bairro Ilhota. Com o suspeito, os policiais encontraram R$ 5 milhões em dinheiro vivo, quantia que foi apreendida e encaminhada posteriormente à Polícia Federal de Itajaí. Após a detenção, ele foi levado à Unidade Prisional Avançada de Itapema.
O surgimento do “Lobo do Batel”
O apelido faz referência direta ao filme “O Lobo de Wall Street”, que retrata a trajetória de um corretor que enriquece rapidamente através de esquemas ilegais. Segundo informações na Rádio Banda B, o empresário — identificado como José — atuava em Curitiba por meio de duas empresas de investimentos:
- The Boss, localizada no bairro Água Verde;
- Futuree, instalada no Batel, área nobre da capital paranaense.
Nas redes sociais, o próprio José utilizava o codinome “Lobo do Batel”, reforçando a imagem de sucesso rápido e sofisticado para atrair investidores.
Esquema e desaparecimento
Investigações apontam que o empresário prometia rendimentos elevados e garantidos, características comuns em esquemas de pirâmide financeira. Com o avanço das denúncias e o colapso das empresas, José desapareceu em setembro deste ano, deixando centenas de clientes no prejuízo.
Desde então, vinha sendo procurado pelas autoridades. A prisão em Santa Catarina encerra quase três meses de buscas.
Próximos passos da investigação
A quantia milionária apreendida deverá passar por análise para verificar eventual origem ilícita. A Polícia Civil do Paraná e a Polícia Federal continuam investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e tentar recuperar valores para as vítimas.
O processo também deve apurar se o empresário integrou uma organização criminosa voltada à prática de crimes financeiros de grande escala.
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