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No ano em que o Tratado de Itaipu completou 50 anos e a dívida histórica para a construção da usina hidrelétrica foi quitada, a Itaipu Binacional retomou com força os projetos sociais e ambientais na região e intensificou a parceria com a comunidade, ampliando a área de abrangência de suas ações para todos os 399 municípios do Paraná e 35 do Mato Grosso do Sul.
A principal vitrine dessa nova fase, que atende às diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o programa Itaipu Mais que Energia, a maior iniciativa de apoio a projetos sociais, ambientais e de infraestrutura da história da empresa. Aproximadamente 11 milhões de pessoas serão beneficiadas.
Trata-se de um programa transversal, que envolve todas as seis diretorias da margem brasileira da Itaipu. Somente a parceria com a Caixa Econômica Federal, lançada em agosto, vai beneficiar 430 municípios, com investimentos que ultrapassam R$ 1 bilhão – do total, R$ 931,1 milhões empregados pela Binacional.
Prioridades
À frente da Diretoria Geral Brasileira da Itaipu desde março, a convite do presidente Lula, Enio Verri salienta que a nova gestão elegeu as ações sociais e ambientais como prioridades. “Construir pontes e estradas é importante. Cuidar das pessoas e do meio ambiente é mais importante ainda. E é disso que estamos tratando.”
Uma das primeiras medidas dessa nova fase foi restabelecer as áreas de Energias Renováveis e Responsabilidade Social, que haviam sido extintas. Políticas afirmativas ganharam força na empresa, favorecendo o debate e as práticas que valorizam a equidade de gênero, raça e inclusão de pessoas com deficiência.
Moradias populares
Outra decisão de forte impacto social foi reverter todo o dinheiro arrecadado com o leilão de casas da Vila A para a construção de moradias populares em Foz do Iguaçu. Na primeira fase do projeto, em parceria com a prefeitura de Foz e o FozHabita, serão investidos R$ 76,3 milhões em 254 unidades. Os recursos irão beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social que hoje vivem em uma área de risco na Vila Brás, junto à nascente do Rio Boicy.
“O dinheiro da venda dos imóveis poderia simplesmente ajudar a encher o caixa da empresa. Mas temos que lembrar que as casas da Vila A são um patrimônio público e os recursos arrecadados com a sua venda devem atender aos interesses públicos”, afirmou Verri.
Indígenas
A relação com as comunidades indígenas é outro ponto de inflexão. A partir de 2023, a empresa ampliou o raio de ação para as 24 comunidades indígenas da região Oeste do Paraná, com ações emergenciais (como a doação de peixes e cestas básicas) e estruturantes. Até 2022, a empresa contribuía com apenas três aldeias formalmente reconhecidas: Tekoha Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, e Tekoha Añetete e Tekoha Itamarã, em Diamante D’Oeste.
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