Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 13 de outubro de 2025

O pesadelo vivido por milhares de famílias israelenses, sobretudo as judias, desde 7 de outubro de 2023, jamais terá um fim. Amigos e familiares das vítimas – fatais ou não – da barbárie terrorista protagonizada pelo Hamas carregam e carregarão, eternamente, as feridas incuráveis, que tão somente os próprios conseguem sentir e compreender.

A um judeu da diáspora, ainda que visceralmene ligado à Tragédia e à dor de seu povo só resta compreender e se solidarizar incondicionalmente com todo e qualquer sentimento, pois real e legítimo. Digo isso porque, após conversar com amigos em Israel e aqui – com familiares por lá -, notei como as emoções estão confusas e difusas.

Obviamente, todos estão felizes e aliviados com o retorno dos refens – lembrando que ainda há 28 desaparecidos. Todos, igualmente, nutrem esperança por dias melhores e torcem por isso. Porém, alguns não só desconfiam da eficácia do plano de paz como são, em alguma medida, contrários, principalmente pela libertaçao de prisioneiros terroristas.

Muitas emoções

Há um sentimento de revolta por parte de familiares que tiveram entes queridos mortos em atentados anteriores: “Por que a vida deles importa menos que a dos reféns?”. Pode parecer egoísmo e até mesmo um sentimento contraproducente, mas perfeitamente compreensível. É neste ponto que repito minha compreensão e solidariedade irrestritas.

Igualmente, há muita controvérsia em torno do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Enquanto muita gente o culpa e o acusa “pela falha de segurança em 7 de outubro, pela resposta desproporcional, pelo isolamento diplomático de Israel, por propositadamente manter a guerra etc.”, muitos o têm como um verdadeiro herói nacional. Fonte: O Antoagonista.

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