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O histórico violento e extremista do líder do Hamas, que foi morto em Teerã após participar da posse do recém-eleito presidente iraniano Masoud Pezeshkian
Ismail Haniyeh (foto), líder do Hamas, morto nesta terça-feira (30) deixou um legado de extrema violência e corrupção.
Nascido em 1962 no campo de refugiados de Shati, na Faixa de Gaza, Haniyeh (pronuncia-se “Raniê”) enfrentou uma infância de pobreza. Trabalhou como pedreiro em Israel e foi ativo no Conselho Estudantil da Universidade Islâmica de Gaza nos anos 1980.
Entre 1989 e 1992, Haniyeh ficou encarcerado na prisão de Ketziot. Em 1997, tornou-se chefe de gabinete de Sheikh Ahmed Yassin, fundador do Hamas. Sua ascensão ao poder ocorreu após o assassinato de Yassin durante a Segunda Intifada.
Eleição
Em 2005, Haniyeh liderou a lista do Hamas nas eleições de 2006, superando o rival Fatah e assumindo o governo da Autoridade Palestina. Em 2007, após a criação do governo de unidade palestino, Mahmoud Abbas anunciou sua destituição, mas ele continuou a liderar Gaza durante a Operação Chumbo Fundido em 2008.
Haniyeh foi designado terrorista e ameaça global pelo Departamento de Estado dos EUA, por conta de seu envolvimento em ataques contra cidadãos israelenses e sua ligação com a ala militar do Hamas. Sob sua liderança, os terroristas do Hamas intensificaram os ataques contra Israel, incluindo o massacre de 7 de outubro do ano passado.
Ele tinha fortes laços com o Irã, que apoia financeiramente e militarmente o Hamas. Mesmo após a perda de membros de sua família em ataques israelenses, Haniyeh continuou a defender a resistência violenta.
Luxo no Catar
Ismail Haniyeh, um dos principais líderes do Hamas, e vivia uma vida de luxo no Catar, enquanto a população palestina em Gaza enfrenta condições extremas de pobreza.
Estima-se que ele possuía uma fortuna de aproximadamente 4 bilhões de dólares, acumulada através de doações internacionais, extorsão e investimentos imobiliários. Haniyeh vivia no Catar, desfrutando de um estilo de vida opulento e sendo visto em hotéis de luxo em Doha, como o Four Seasons.
Enquanto isso, mais de 65% da população de Gaza vivem na pobreza, sofrendo de insegurança alimentar e infraestrutura precária, afetando 90% dos residentes. A taxa de desemprego chega a 47%, e muitos dependem de ajuda humanitária para sobreviver.
Desvios
O Hamas desvia recursos destinados à população para financiar suas operações militares e enriquecer seus líderes. Isso inclui a imposição de taxas sobre bens contrabandeados e o uso de fundos internacionais para fins pessoais.
A última declaração de Haniyeh, feita em 8 de junho de 2024, reafirmou a posição do Hamas de continuar a guerra. Ele disse: “O nosso povo não se renderá e a resistência continuará a defender os nossos direitos frente a esse inimigo criminoso. E se a ocupação acredita que pode nos impor as suas escolhas pela força, está delirando.”
Ele deve ser enterrado ainda nesta quarta, 31. por Alexandre Garcia -Foto: Reprodução/ SNN – Fonte: O Antagonista
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