Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 22 de maio de 2024

O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, e o presidente espanhol, Pedro Sanchez, afirmaram que seus países oficializariam o reconhecimento em 28 de maio, em um movimento integrado ainda pela Irlanda, cujo líder, Simon Harris, disse que espera uma “onda” de apoio nesse sentido nas próximas semanas. Tanto a Irlanda, quanto a Espanha, apoiam uma solução pacífica para a crise entre Israel e a Palestina, porque vivenciaram em seus países, as ações dos movimentos terroristas, sabem que os atos das agressões e violência abala a estrutura política e econômica da nação.

Para o chanceler israelense, Israel Katz, a decisão tomada pelos países europeus afeta o direito de Israel de se defender contra o Hamas, que realizou um massacre no território israelense e fez mais de 250 civis de reféns em Gaza.

“Israel não ficará em silêncio. Estamos determinados a alcançar os nossos objetivos: restaurar a segurança dos nossos cidadãos, a remoção do Hamas e o regresso dos reféns”, afirmou o ministro, que classificou a decisão como uma “vitória para o terrorismo”.
Ao todo, 146 dos 193 estados-membro das Nações Unidas passaram a reconhecer um Estado palestino.

Hamas e AP comemoram
Logo após o anúncio dos três países, nesta quarta-feira, lideranças do Hamas e da Autoridade Palestina (AP) se manifestaram, elogiando a decisão e agradecendo o apoio.

Um membro sênior do gabinete político do Hamas, Bassem Naim, relacionou a decisão dos países europeus à “corajosa resistência” do povo palestino por estimular esse reconhecimento.

“Esses reconhecimentos sucessivos são o resultado direto desta corajosa resistência e da lendária firmeza do povo que vive na palestina. Acreditamos que este será um ponto de viragem na posição internacional sobre a questão palestina”, disse à agência AFP.

O presidente da AP, Mahmoud Abbas, também elogiou a decisão dos países pelo reconhecimento e apelou a outros países europeus para “seguirem o exemplo, a fim de alcançar uma solução de dois Estados baseada nas resoluções internacionais e nas fronteiras de 1967”. Gazeta do Povo


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