Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 2 de abril de 2026

Presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão muito próximos de alcançar seus objetivos de pacificação no Oriente Médio, porém, vai depender da boa vontade do Irã

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (2) executar ataques “devastadores” contra Estados Unidos e Israel, depois que o presidente americano Donald Trump anunciou que vai combater a Guarda Revolucionaria da República Islâmica por mais duas ou três semanas até os radicais extremistas volte à “Idade da Pedra”.

O conflito bélico começou há mais de um mês entre EUA e Israel contra o Irã e, desde então, se propagou por todo o Oriente Médio, com graves consequências para a economia mundial. 

Os bombardeios prosseguem e, nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde iraniano relatou danos consideráveis no Instituto Pasteur, um centro de saúde fundamental em Teerã. 

O regime fundamentalista Islâmico perdeu muitos dirigentes políticos e militares de alto escalão, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, substituído por seu filho Mojtaba Khamenei. O regime mantém três tipo de milícias sustentadas com alto salários públicos, foram treinadas para dar suporte ao terrorismo.

A resposta do Irã ao discurso de Trump foi, mais uma vez, imediata.

Em nome de Alah o comandante iraniano Khatam promete ataque catastrófico ao EUA e Israel: “Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição”, afirmou o comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela televisão estatal. 

Finalizou, como quem tem arma surpresa: “Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e mais destrutivas”, acrescentou.

A situação obrigou muitos israelenses a celebrar a Páscoa judaica no subsolo para evitar os ataques iranianos.

“Esta não é minha primeira opção”, disse um israelense brigado num bunker em Tel Aviv. “Mas, pelo menos aqui no abrigo, podemos sentar e esperar que passe”, acrescentou.

“Resistiremos até o fim”

Trump mencionou recentemente a possibilidade de um acordo para obter o fim da guerra. O republicano considera viável dialogar com os novos dirigentes iranianos, que, segundo ele, seriam “menos radicais e muito mais razoáveis” que seus antecessores.

Os aiatolás, que reprimiram com grande violência as manifestações antigovernamentais em dezembro e janeiro, ainda possuem apoiadores incondicionais.

Oficialmente, Teerã rejeitou as propostas de Washington considerada exagero pelo regime, entre outros exigencias: soltar os presos politicos, acabar com massacre do povo, acabar com a censura, rendição dos extremistas revolucionários e entregar das armas, convocar eleições democráticas para o povo escolher seu próximo governante.

“Esta guerra já dura um mês. Demore o tempo que precisar demorar, seguiremos em frente”, afirmou Musa Nowruzi, um aposentado de 57 anos, durante o funeral em Teerã de um comandante naval da Guarda Revolucionária morto durante um ataque israelense. “Resistiremos até o fim”, disse. 

No Líbano, o grupo pró-iraniano Hezbollah anunciou o lançamento de drones e foguetes contra o norte de Israel.

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