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O nome de Guto Silva, que por muito tempo foi tratado como o principal herdeiro político do governador Ratinho Junior, começa a perder espaço dentro do grupo governista na disputa pelo Palácio Iguaçu. Sem conseguir decolar nas pesquisas de intenção de voto, o ex-chefe da Casa Civil passa a ser visto como uma opção secundária no tabuleiro eleitoral de 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que a falta de viabilidade eleitoral enfraqueceu o projeto de Guto como candidato ao governo. Apesar disso, aliados não descartam sua presença na chapa majoritária, seja como candidato a vice-governador ou até mesmo ao Senado Federal, numa tentativa de preservar seu capital político.
Durante boa parte da gestão, Guto Silva foi considerado o principal nome para a sucessão de Ratinho Junior. A proximidade com o governador e o protagonismo administrativo o colocavam em posição privilegiada. No entanto, o cenário mudou significativamente com a entrada de novos atores na disputa.
A filiação do senador Sergio Moro ao Partido Liberal, somada ao apoio do Partido Novo, reconfigurou o cenário político no Paraná. A expectativa dentro do Palácio Iguaçu é de que Moro largue com vantagem competitiva, o que eleva o risco de o grupo governista não conseguir eleger um sucessor direto.
Diante desse contexto, Ratinho Junior deve intensificar sua articulação política até o fim do mandato. A estratégia inclui manter forte influência sobre prefeitos e lideranças regionais, buscando garantir coesão na base aliada durante o período eleitoral.
Com a perda de tração de Guto Silva, outros nomes passam a ser considerados. Entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, surge como alternativa viável. Ainda assim, não está descartada a possibilidade de o governador apostar em um nome inesperado para a disputa.
Outra hipótese em discussão envolve o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. Embora visto como um quadro promissor, sua eventual candidatura ao governo é considerada arriscada, especialmente por estar no início do mandato municipal. Uma saída antecipada poderia comprometer tanto sua gestão quanto seu futuro político.
Enquanto o cenário segue indefinido, a base governista enfrenta o desafio de reorganizar sua estratégia diante de um adversário competitivo e de um ambiente eleitoral cada vez mais imprevisível no Paraná.
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