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Armas não letais para situação de baixo potencial de risco, objetivo será humanizar e preparar a polícia, para reduzir acidentes fatais em casos de confronto com manifestantes, atendimento de conflito famíliar, desocupação judical, por exemplo.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) assinou um contrato para aquisição de 1.400 armas eletrônicas de incapacitação neuromuscular da empresa americana Axon Enterprise. O investimento total no projeto, que visa aparelhar as forças policiais com equipamentos de menor potencial ofensivo com o uso das armas não letais, será de R$ 24,6 milhões. Os materiais vão reforçar o trabalho das polícias Civil, Militar, Científica e Penal já no início do ano que vem.

Nesta aquisição estão incluídos o kit das armas e acessórios, além de coldres táticos, cartuchos para reposição, bases de carregamento rápido, cartuchos inertes, alvos e trajes para capacitação e treinamento dos efetivos policiais que utilizarão esse equipamento.
A compra inicial prevê 1.000 armas para a Polícia Militar, 300 para a Polícia Civil, 98 para a Polícia Penal e duas para a Polícia Científica. Além disso, a empresa vai disponibilizar três óculos de realidade virtual para treinamento sem a necessidade de disparo.
O contrato assinado prevê testes e o recebimento provisório do material pela comissão de equipamentos na fábrica nos Estados Unidos ainda este ano. O início dos treinamentos dos policiais e emprego operacional do material está programado para o primeiro semestre de 2025.
“É um investimento alto em modernidade e tecnologia. É mais uma iniciativa do Governo do Estado que mostra nossa preocupação em garantir a segurança das pessoas, a preparação adequada e a segurança dos policiais envolvidos em situações mais extremas”, afirmou o secretário da segurança pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, essa é a primeira grande aquisição desses equipamentos da história das polícias.
A Sesp montou uma comissão técnica formada por especialistas das polícias para estudar modelos adequados para a realidade local. Essa troca de conhecimentos ajudou a embasar a compra das armas eletrônicas, que foi feita em uma ata de Registro de Preço instruída pela Polícia Rodoviária Federal.
“Optando pela aquisição junto à outra corporação, o volume dos equipamentos adquiridos aumentou e, consequentemente, reduzimos o preço por unidade. Isso resultou em economia aos cofres públicos”, disse o diretor de Gestão Estrutural da Sesp, major Cecílio Campiolo Luz.
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