Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 2 de junho de 2026

Governador de São Paulo acredita que os norte-americanos podem contribuir no combate ao crime organizado, principalmente na rastreabilidade dos recursos oriundos da lavagem de dinheiro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (1º/6), que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, pelo governo norte-americano, “cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado”

O anúncio da classificação foi feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na semana passada. “Cada país tem a liberdade de fazer a sua classificação”, disse o governador. “Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado”, disse o governador.

Ele justificou, afirmando que criminosos brasileiros estão envolvidos em lavagem de dinheiro no exterior e que os Estados Unidos já têm grupos do PCC e do CV agindo em alguns estados americanos. O governador acredita que a classificação pode contribuir para uma maior cooperação internacional entre os países. Segundo ele, a expertise das polícias dos EUA podem somar força e, com o uso da tecnologia, conseguir rastrear os montantes que são enviados para fora do Brasil.

Eleições

O governo federal no entanto, reagiu à decisão do presidente Donald Trump. Por nota, o governo voltou a defender a soberania nacional e usou como pretexto a ameaçar o sistema financeiro brasileiro, principalmente o Pix. O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adversário de Freitas, nas eleições ao governo, fez duras declarações ao governador, chamando-o de subserviente.

“Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque todas as empresas brasileiras foram para lá”, retrucou o governador. “O cara só fala bobagem. Não tem subserviência nenhuma”, declarou Tarcísio de Freitas, em resposta a Haddad.

Contudo, sabe-se que o governo federal teme uma ação mais intensa, que possa alcançar políticos, patrocinados pelo crime organizado, e até possível prisão de autoridades, como aconteceu com o ditador Nicolás Maduro da Venezuela.

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