Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 18 de setembro de 2026

Ministro Gilmar Mendes que defende a ideia proteger companheiros: “até as máfias têm ética”, pressupõe que no STF não se pode “entregar” um companheiro. E acusa Mendonça de “vazamento seletivo”

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (17/9), Gilmar disse que Gonet tem “reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita”.

“Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário”, afirmou o ministro.

Sem citar diretamente o nome do ministro André Mendonça, Gilmar disse que o relator do caso do Banco Master reconheceu “a lisura da conduta de Gonet”. Na sequência, o decaso do STF indaga: “Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”.

A verdade é que Mendonça não defendeu a honra de Gonet, durante sua fala, apenas disse que estava pronto para rever suas considerações “caso estivesse enganado”…porém, não conseguiu finalizar seu pensamento, pois, foi estupidamente interrompido por Gilmar Mendes, que passou a gritar e ofender o colega pechas de desfaçatez e chorão.

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