Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 16 de maio de 2026

No curso das investigações, o Gaeco identificou recebimento de aproximadamente R$ 5,7 milhões de origens não identificadas, sendo R$ 934.762,06 em espécie. Os peritos constataram vários saques em dinheiro e por meio de cheques não identificados, com valores que totalizam R$ 11.980.249,33 que supostamente foram recebidos na boca do caixa.

O investigado é Luiz Roberto Costa, assessor da Casa Civil, que foi prefeito de Goioerê, estava sem mandato. Em nota à imprensa, o governo Ratinho Junior informa que exonerou o servidor comissionado na manhã desta sexta-feira (15), após a operação do Gaeco.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Enigma, que apura a possível prática dos crimes de lavagem de ativos (Lei nº 9.613/1998), falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal) e sonegação fiscal (Lei nº 8.137/1990) por um empresário de Goioerê que atualmente ocupa cargo comissionado no governo estadual. A ação contou com o apoio do Gaeco de Santa Catarina.

As investigações apontam que os crimes teriam sido praticados por meio de pessoas jurídicas vinculadas ao investigado. Entre os elementos apurados, chamou a atenção a evolução patrimonial considerada incompatível com as fontes lícitas de renda do empresário.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — inclusive em dois escritórios de contabilidade — e um mandado de busca pessoal nos municípios de Goioerê e Balneário Camboriú (SC). Foram apreendidos documentos, anotações e aparelhos celulares, que passarão por perícia e análise no curso da investigação. Informações do MPPR – Foto

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