Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 9 de novembro de 2022

Inicialmente houve um desmentido de uma nota falsa sobre divergência entre as Forças Armadas e o Ministério da Defesas, e também foi desmentido o boato que os técnicos não encontraram nenhuma falha.

O boletim das Forças Armadas, que na verdade é o Oficio 29126, sobre o relatório da fiscalização das urnas eletrônicas, apresentado nesta tarde de quarta-feira (09/11) foi extremamente técnico e apontou alguns pontos de vulnerabilidades das urnas.

No boletim, as Força Armadas, frisou que o trabalho se restringe a fiscalização das urnas eletrônicas, e não tem a finalidade de manifestação sobre os eventuais indícios de crimes eleitorais.  

No entanto, assinala a ocorrência de acesso a rede, na compilação dos códigos fontes e geração dos programas, que são os códigos binários, pode configurar relevante riscos à segurança. Portanto, as urnas não são invioláveis, como foi afirmada.

Outra observação foi com respeito ao teste de integridade por meio da biometria, na qual não é possível afirmar se está isenta, de uma central de código malicioso.

Diante destes fatos, o Ministro da Defesa orienta para uma investigação técnica, para melhorar conhecimento do ocorrido na compilação e danos no código fonte. Promover análise dos códigos binários, que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas.

As Forças Armadas apresentam sugestões, como por exemplo:  formação de uma comissão específica, integrada por técnicos renomados para corrigir eventuais falhas.

Enfim, há ponto de vulnerabilidade nas urnas eletrônicas, que podem comprometer a lisura das eleições. O boletim foi acompanhado de um anexo com várias páginas detalhando toda a situação observada pelo corpo técnico do Exército

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