Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 6 de junho de 2026

A argumentação do filho de Jair Bolsonaro é que há uma relação direta entre Viviane Barci de Moraes com o banqueiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para que o ministro Alexandre de Moraes se declare suspeito de atuar em ações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, na Corte.

A  argumentação de Flávio – pré-candidato do PL à Presidência da República – é que há uma relação direta entre Viviane Barci de Moraes com o banqueiro. Isso seria, na visão de Flávio, motivo para declarar o ministro impedido de atuar no caso.

Na petição, a defesa de Flávio Bolsonaro não emite juízo de valor, mas afirma que atua apenas sob caráter preventivo.

proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal no dia 20 de maio, continha a descrição de um segundo contrato entre uma empresa ligada ao empresário e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O documento, redigido em agosto de 2025, estabelecia o repasse de R$ 50 milhões ao escritório, mas, segundo a versão apresentada por Vorcaro, nunca foi assinado. Segundo a jornalista Malu Gaspar, a informação foi confirmada por duas fontes com acesso ao material.

O contexto do segundo contrato

De acordo com pessoas próximas ao ex-banqueiro, o novo instrumento teria sido elaborado diante da perspectiva de venda do Banco Master no curto prazo.

O objetivo seria assegurar o pagamento do saldo remanescente do contrato original, firmado entre o Master e o Barci de Moraes em janeiro de 2024, que estipulava parcelas mensais de R$ 3,6 milhões até janeiro de 2027 — totalizando R$ 130 milhões.

Segundo dados fornecidos pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado, o Banco Master transferiu ao escritório R$ 80.223.653,84 entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, classificados como honorários jurídicos e de consultoria.

Com isso, 22 das 36 parcelas haviam sido quitadas quando os repasses cessaram — não por uma eventual alienação do banco, mas pela prisão de Vorcaro e a subsequente liquidação da instituição.

Lacunas que derrubaram a proposta

A versão apresentada pelo banqueiro não identificou qual empresa seria a contratante no novo acordo, não especificou o objeto dos serviços e tampouco explicou como se chegou ao valor de R$ 50 milhões.

O ministro Alexandre de Moraes não se manifestou.

Vorcaro apresentou uma nova versão da delação, ainda sob análise da Polícia Federal. O Antagonista

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