Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 6 de agosto de 2022

A Fundação Osvaldo Cruz, publicou nesta quarta-feira (11) um estudo em que mostrou as sequelas em pessoas que foram infectadas pela Covid-19.

Chamado de “Covid longa” pela Organização Mindial de Saúde (OMS) efeitos ao longo do tempo dessa síndrome acometeram 50,2% das 646 pessoas acompanhadas durante 14 meses. Foram contabilizados 23 sintomas diferentes desenvolvidos após o término da infecção por Covid-19.

A principal queixa relatada pelos pacientes foi em relação à fadiga, que se caracteriza por cansaço extremo e dificuldade em realizar atividades rotineiras. Ela foi indicada por 115 pessoas (35,6%).

Depois, a parecem a tosse persistente (34,0%), dificuldade para respirar (26,5%), perda do olfato ou paladar (20,1%) e dores de cabeça frequentes (17,3%).

Também se destacaram, segundo o estudo da Fiocruz Minas, os transtornos como insônia (8%), ansiedade (7,1%) e tontura (5,6%).

Entre os relatos estão ainda sequelas mais graves, como a trombose, diagnosticada em 6,2% da população monitorada.

Este estudo foi publicado na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene.

Segundo a pesquisadora Rafaella Fortini, coordenadora do estudo, “todos os sintomas relatados iniciaram após a infecção aguda e muitos deles persistiram durante os 14 meses.”

Conforme indicou os estudos os sintomas pós-infecção se manifestam nas três formas da doença: grave, moderada e leve.

Na forma grave, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. Já na forma moderada 75,4%, manifestaram sequelas e, com a forma leve, 59,3% apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda.

A coordenadora do estudo disse ainda que as análises são feitas a partir de uma recorrência de relatos de uma mesma sequela.

Identificado esse ponto comum, há um aprofundamento das análises. Porém, ela diz que muitas das sequelas foram observadas após diagnósticos médicos, e não apenas através de relatos dos pacientes. Este são os casos da trombose, insônia e ansiedade.

“O estudo acende um alerta”, diz Fortini. “A própria OMS já se pronunciou em relação a isso e já declarou que a Covid longa é um novo problema de saúde pública a ser enfrentado. Precisamos aprofundar as nossas análises para ter um entendimento mais claro possível para saber como resolver esse problema. 

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