Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 1 de outubro de 2025

Antônio Carlos Antunes estava internado desde sexta-feira (26) e não resistiu aos ferimentos provocados pelo tiro no abdômem e faleceu. Julia Antunes Reppold Marinho, filha do homem baleado no BarBaran, ainda tenta entender o que aconteceu com o pai.

A família de Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, baleado no banheiro do BarBaran, no Centro de Curitiba, se vê em um filme de terror por conta de um mal entendido. Em entrevista nesta segunda-feira (29), filha baleado, disse que o tiro que atingiu o homem foi à queima-roupa e botou em questionamento a atitude do policial, que segundo ela não ajudou a socorrer o pai.

O policial atirou durante a discussão dentro do banheiro do bar, motivada por um copo deixado na pia. O policial alega legítiva defesa e disse que tentou se desvencilhar de agressões, sacou a arma e afirmou que a intenção era atigir a perna do oponente.

Julia a filha da vítima conta que “20h10, meu pai manda uma mensagem pra minha mãe ‘Oi!’. 20h11, ele entra no banheiro. 20h11 e 52 segundos, meu pai tá baleado no chão do banheiro. Eu ouvi o tiro. Foi isso que aconteceu”. Para a filha, a cena vai muito além de um suposto acidente, se fosse acidental o policial teria prestaria socorro.

Julia lamenta as informações erradas, que foram publicada na mídia: “Ler comentários na internet que meu pai é um bandido. Um bandido que acorda às 5 horas da manhã para trabalhar, que vai todos os domingo na missa às 7h. Não tem cabimento estar aqui falando isso para vocês. Porque eu não consigo acreditar que meu pai está lá no hospital entre a vida e a morte.

Ela foi ao hospital antes do falecimento de sua pai, e disse, que restou apenas 4 itens. A Justiça de Deus vai ser feita”. Os quatro itens citados por Julia são uma medalha de Nossa Senhora, um terço, a carteira e o celular. A jovem questiona a conduta do policial, armado fora de hora de serviço num bar. Ele não ajudou no socorro!

Segundo a jovem, o policial civil, que efetuou o disparo, se recusou a prestar qualquer socorro à vítima. “Ele estava bebendo. Ele se negou a pedir socorro. Quando meu primo entrou no banheiro, falou pra ele ‘liga para ambulância’. E ele disse, ‘eu tô ligando’. Mostrou o celular e tava escrito 190. Ele estava ligando pra polícia, não para o SIATE”. Julia ainda denunciou a irresponsabilidade do agente.

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público vai apurar os fatos, investigar a vida pregressa do policial, para entender se houve dolo ou culpa nessa ação desastrosa.

Fonte Banda B – foto captura de video.

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