Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 5 de junho de 2026

Josué, o craque da seleção Porguesa, que estava no time do técnico Paulo Bento em 2013, ficou de fora da Copa do Mundo de 2014

A expectativa que antecede a abertura de um pacotinho de figurinhas é um ritual que une torcedores de todas as idades, mas a presença nas páginas do álbum oficial da Copa do Mundo está longe de ser um passaporte carimbado para o torneio. Ao longo da história, lesões de última hora ou escolhas táticas de treinadores transformaram sonhos em pesadelos.

No caso do meio-campista português Josué, atualmente camisa 10 do Coritiba, a não presença na lista final para o Mundial de 2014, disputado no Brasil, seguiu um roteiro ainda mais dramático.

O jogador viu a expectativa de disputar a Copa do Mundo desmoronar devido a um gesto obsceno, episódio que extrapolou as fronteiras dos gramados portugueses e selou seu destino de forma implacável.

A classificação de Portugal foi em novembro de 2013, na repescagem contra a Suécia, fora de casa. Josué fazia parte daquele grupo comandado por Paulo Bento e estava em campo no jogo decisivo.

No terceiro gol de Cristiano Ronaldo, que selou a vaga portuguesa, foi o primeiro a correr para abraçar o craque. A comemoração, porém, ganhou um capítulo inesperado.

Enquanto a transmissão mostrava a frustração dos suecos e a festa portuguesa, fotógrafos registraram uma sequência que não passou despercebida. Em meio à celebração, Josué apareceu fazendo um gesto obsceno em direção às arquibancadas.

O episódio rapidamente ganhou repercussão, principalmente na Suécia. Hoje, com mais maturidade, o jogador reconhece o erro e admite o arrependimento.

— Foi uma infelicidade minha, da irreverência, da idade na altura, de mostrar o dedo do meio depois de um playoff, depois da torcida da Suécia não ter respeitado nosso hino português. Foi mais uma reflexão da irreverência, da idade na altura. Agora, com a maturidade que tenho, voltando atrás obviamente faria tudo diferente — afirmou.

A repercussão foi tamanha que o caso se aproximou de um incidente diplomático esportivo. Para o jornalista Pascoal Sousa, do jornal A Bola, o episódio teve peso importante na imagem do jogador e influenciou na ausência na lista final para a Copa.

— Eu acho que sim, é fato que esse jogo teve algum impacto na imagem do Josué. Foi uma coisa muito discutida, sobretudo também na Suécia, porque não é um país que esteja propriamente habituado a ver jogadores a ter gestos obscenos. Foi determinante para o técnico Paulo Bento, que não trouxe Josué entre os 23 convocados para a Copa de 2014 — destacou Pascoal.

Por Daniel Piva, Flávio Darin e Guto Marchiori — Curitiba foto:  Bildbyrån

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