Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de dezembro de 2022

História do menino pobre, Edison Arantes do Nacimento, o Pelé, camisa 10 do Santos Futebol Clube, e 10 da Seleção Brasileira, teve uma carreira estraordinária, que fez dele o Atleta do Século 20, uma celebridade global e um símbolo brasileiro.

Pelé teve uma infância pobre e aos 9 anos, vendo o pai chorar com a derrota do Brasil para o Uruguai em pleno Maracanã na final da Copa de 1950, prometeu: “Ainda vou ser campeão mundial pra deixar você feliz”, disse o menino.

A promessa se cumpriu não apenas uma vez, mas, por três vezes foi campeão do mundo.

A grandeza de Pelé nos campos de futebol de fato alcançou o apogeu mundial, tendo sido eleito em 1980 “o atleta do século” 20. Venceu três das quatro Copas do Mundo que disputou, marcando gols em todas elas, e fez 1.283 gols — segundo o próprio atleta, já que existem várias versões para esses números.

Eu Carlos Bahia, sou testemunha de uma pequena parte da história. Era menino quando assisti ao vivo o Pelé jogar pelo Santos contra o Coritiba no estádio Belfort Duarte, no bairro Alto da Glória em Curitiba. O jogo foi 1X0 para o ‘Santos de Pelé’, mas, ninguém saiu triste do estádio, todos ficamos felizes por ver Pelé jogar. Me lembro que estava ali na arquibancada, escolhi um lugar que ficasse posicionado no meio do campo, pois queria ver as jogadas de Pelé, do mais perto possível.

O gol do Pelé foi de falta, ele havia sofrido uma falta próximo da entrada da grande área. O goleiro Jairo, foi até a trave e alinhou a barreira, que se mexeu e saiu da marcação, Então, o Pelé arrucou com cuidado a bola, tomou a distância e colocou no canto superior direito, na gavete como se diz na gíria futebolística. Eu sabia que seria gol. Afinal, da arquibancada aonde eu estava, deu para traçar uma linha imaginária entre a bola e o espaço que a barreira deixou aberto. Era tudo que o Pelé precisava para fazer o gol.

Depois mais tarde, reencontrei com o Pelé no Palácio Iguaçu em Curitiba, num evento em que ele participava. Conversei com seu assessor para fazer uma entrevista exclussiva com o Pelé, mas não foi possível, porque o ele já estava exausto e muito debilitado.

DEPOIMENTO DE PERSONALIDADES FAMOSAS

“Pelé é um dos poucos que contradizem minha teoria: em vez de quinze minutos de fama, ele terá quinze séculos.”
Andy Warhol, artista

“Meu nome é Ronald Reagan, sou o presidente dos Estados Unidos da América. Mas você não precisa se apresentar, porque todo mundo sabe quem é Pelé.”
Ronald Reagan, presidente dos EUA

“Da Sibéria à Patagônia todo mundo conhece Pelé”.
Vinícius de Moraes, compositor

Perguntem a qualquer zebra de Jardim Zoológico: ‘Qual é o maior jogador do mundo?’. Todas as zebras dirão, numa cálida unanimidade: ‘Pelé’.” (…) “Do esquimó ao chinês, do russo ao alemão, do patagônio ao egípcio, todos acham que Pelé realmente é o grande craque do presente, do passado e do futuro.”
Nelson Rodrigues, escritor

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”
Johan Cruyff, craque da Holanda

“Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.”
Tostão, ex-jogador e cronista
Fonte: Gazeta do Povo

A história do Atleta do Século 20, que morreu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo aos 82 anos.

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