Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 1 de maio de 2026

Decisão do Pentágono retirar força militar de apoio a Alemanha, após comentários críticos do chanceler alemão.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 1° de maio, a retirada gradual de aproximadamente 5 mil militares na Alemanha. A ordem partiu do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e marca uma virada na política de presença militar americana na Europa, em meio ao desgaste entre Washington e Berlim provocado por declarações do chanceler Friedrich Merz sobre a guerra no Irã.

O estopim da crise foi uma fala de Merz na segunda-feira, 27, durante encontro com estudantes em Marsberg, na região de Sauerland. O chanceler afirmou que os Estados Unidos não dispõem de “uma estratégia verdadeiramente convincente” para encerrar o conflito com o Irã e que “uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana” — referindo-se diretamente aos americanos.

A força militar dos Estados Unidos tem sido historicamente o pilar central da defesa da Alemanha contra a Rússia, operando no âmbito da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A Alemanha abriga o maior contingente de tropas americanas na Europa, funcionando como um centro estratégico de treinamento e apoio, com cerca de 35.000 militares da ativa.

Trump respondeu na terça-feira, pelo Truth Social: “O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, acha que está tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando! Não é de admirar que a Alemanha esteja em situação tão precária, tanto economicamente quanto em outros aspectos!”

A retirada também cancela um compromisso firmado entre Washington e Berlim na cúpula da Otan de 2024: o envio de um batalhão equipado com mísseis convencionais de longo alcance à Alemanha, previsto para este ano pelo governo Joe Biden.

Pressão se estende à Itália e à Espanha

A tensão com aliados europeus não se restringe à Alemanha. Na quinta-feira, dia 30 de abril, Trump indicou que também estuda reduzir tropas na Itália e na Espanha. “A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido horrível. Absolutamente”, disse o presidente ao ser questionado sobre possíveis corte.

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