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Antes um campo aberto onde as crianças do bairro Portão brincavam e jogavam futebol, hoje o enorme terreno na Rua Itacolomi, 700, abriga a escola municipal mais antiga da cidade, com 541 estudantes matriculados, além do Farol do Saber e Inovação Rocha Pombo. Com 62 anos, a Escola Municipal Papa João XXIII guarda boa parte da história do bairro e o carinho de seus ex-alunos. De seus bancos saíram professoras que voltaram à unidade para lecionar.
A professora Giane Pereira da Costa Silva foi aluna da escola de 1991 a 1993. “A escola era muito solicitada, e meu pai teve que passar a noite na fila para conseguir a vaga. Foram três anos de muitas aprendizagens e amizades”, recorda.

“Recordo com saudosismo o período que estive lá, boa parte dos ensinamentos que tive na escola levei para a minha vida pessoal e profissional. Passei no concurso em 2012 e, em 2015, consegui a vaga de professora substituta na Escola Papa, onde leciono até hoje. Quando iniciei como professora de Ciências neste lugar que tenho tanto carinho, meus sentimentos de gratidão e realização foram intensos. A Escola Papa João XXIII sempre esteve presente na história da minha vida”, conta Giane.
Outro ex-aluno que guarda boas lembranças é o presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira, Roberto André Oresten, que estudou no Papa do final da década de 1960 até o início dos anos 1970. “Foi minha escola primária, eu morava a uma quadra da escola, na Rua Itacolomi mesmo. Fiz grandes amigos lá, uma época maravilhosa”, lembra Oresten, que quando menino era fã dos livros de história.

“Também me divertia muito com os campeonatos esportivos entre as escolas”, relata ele.
Histórias entrelaçadas
A construção da escola acompanhou a história do bairro, que teve sua origem no século XIX, quando um posto de fiscalização com um grande portão controlava a passagem de mercadorias e gado.
O desenvolvimento foi impulsionado pela chegada da ferrovia, em 1894, transformando o local em um centro comercial para a erva-mate e aumentando a concentração populacional na região. Na década de 1950, durante a gestão Erasto Gaertner, a pavimentação da Avenida República Argentina – antes conhecida como “a avenida do Portão” – impulsionou o desenvolvimento da região. Com isso, a demanda por serviços como saúde e educação aumentou. SECOM foto: Pedro Ribas
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