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A dívida pública brasileira não deve sair da faixa de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) e, portanto, garantir a melhora no grau de investimento do país, pelo menos até 2024.
A projeção foi feita pelo subsecretário da Dívida Pública da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Economia, Otávio Ladeira de Medeiros. Ele participou nesta segunda-feira (2) de audiência do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara (Cedes).
Segundo Otávio Medeiros, a Dívida Bruta do Governo Geral, que era de 74,3% do PIB em 2019, chegou a 88,8% do PIB em 2020, ano inicial da pandemia. A projeção é que ela caia já nesse ano para 81,2%, chegando a 80,5% em 2024.
“Os países entendidos como grau de investimento, aqueles países com nota BBB, caminhando, BB+, BBB, e caminhando para A, são países que têm sua dívida bruta na faixa de 60% do PIB, caindo para 50% em alguns casos. E o Brasil está ali na faixa dos 80%, e não sai dos 80% no curto prazo, até 2024″, disse. Medeiros acredita que o País vai começar a melhorar a partir de 2025. “Em 2026 ele começa a descer um pouquinho mais rápido, mas demora bastante a chegar nos 70% que é mais próximo dos países considerados grau de investimento.”
No caso da dívida líquida, em que entram no cálculo ativos do governo, ela era de 54,6% do PIB em 2019, foi a 62,7% em 2020 e a previsão é que chegue a 67,1% em 2024.
Auxílio emergencial
De acordo com Medeiros, entre os fatores que colaboraram para que o endividamento não fosse ainda maior estão a antecipação de empréstimos com o BNDES e a emenda constitucional (EC 109/21) advinda da chamada PEC emergencial, que permitiu o pagamento de um novo auxílio emergencial neste ano, porém com medidas fiscais compensatórias.
Segundo o subsecretário, porém, é “importante regulamentar o novo arcabouço de sustentabilidade fiscal, criando um compromisso público com a manutenção da dívida em níveis que não tragam risco para o crescimento econômico no médio prazo”.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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