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Divergência entre magistrados seria o natural em uma Corte eclética, com juizes que têm opinião própria
Os momentos de tensão entre os ministros André Mendonça e decano Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento relacionado à manutenção da prisão de familiares do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na semana passada, evidencia a quebra de um rito onde todos eram unanimes numa mesma linha de entendimento.
Gilmar Mendes não gosta de ser contrariado e já teve vários bate-boca com outros páreos, como por exemplo: Roberto Barroso, Marcos Aurelio, Celso de Mello, Luiz Fux, Lewandowski, Joaquim Barbosa, entre outros. O episódio evidencia divergências sobre a condução das investigações do caso Master e reforçou o quanto o ministro Gilmar Mendes continua polêmico e persuasivo.
HISTÓRICO DE BATE-BOCA
Em 2009, o bate-boca de Gilmar Mendes foi com Joaquim Barbosa – depois de ser ofendido retrucou Barbosa: “Vossa excelência está destruindo a Justiça deste País e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua ministro Gilmar”.
“Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso”, disse Barbosa. “Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. O senhor respeite”, disse o ministro Barbosa.
A discussão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, ocorreu em 22 de março de 2018 durante uma sessão plenária que discutia doações eleitorais ocultas.
Na ocasião Barroso após sentir atacado chamou Gilmar Mendes de “pessoa horrível” e uma “mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”. Acrescentou que o colega não tinha ideias, mas apenas ódio, e que seu temperamento agressivo desmoralizava o tribunal.
Em 1018 o ministro Marco Aurélio criticou Gilmar Mendes por suas decisões de soltar investigados, citando nominalmente Zé Dirceu. Gilmar Mendes chegou a chamar Marco Aurélio de “velhaco” em uma entrevista ao jornal O Globo.
Em 2025, a discussão, Gilmar Mendes teria chamado Fux de “figura lamentável”, a informação foi veiculada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.
Ataque ao próprio STF:
Em 2010, o solene plenário do Supremo Tribunal Federal teve momentos de pugilismo verbal. Indignado com a interpretação dada por parte de seus colegas que defendiam a validade este ano da Ficha Limpa, Gilmar Mendes atacou o Tribunal Superior Eleitoral, a quem acusou de tomar decisões casuísticas.
Gilmar interrompeu o voto do colega Celso de Mello para voltar a reforçar sua tese de que a lei era uma tentativa de ganhar as eleições no “tapetão”:
– Não estamos longe de, daqui a pouco, uma notícia-crime seja suficiente para ser caso de inelegibilidade. Não podemos, em nome do moralismo, chancelar normas que podem flertar com o nazifascismo, disse Gilmar Mendes.
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