Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 4 de outubro de 2026

Paraná tem disputa mais apertada, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam vantagem expressiva dos candidatos do PL

A apuração das eleições para os governos dos três estados da Região Sul começa a desenhar, neste domingo (4), um cenário de forte presença da direita. Com a totalização ainda em andamento, Sergio Moro (PL) lidera no Paraná, Jorginho Mello (PL) aparece com ampla vantagem em Santa Catarina e Luciano Zucco (PL) está na frente no Rio Grande do Sul.

Os números são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento da apuração. Por isso, não representam ainda o resultado definitivo das eleições.

PARANÁ: MORO PASSA DOS 50% E ABRE VANTAGEM

No Paraná, a disputa pelo Palácio Iguaçu apresenta o cenário mais competitivo entre os três estados. Com aproximadamente 51% das urnas totalizadas, Sergio Moro (PL) aparece na primeira colocação, com 50,25% dos votos válidos, seguido por Sandro Alex (PSD), com 25,10%, enquanto Requião Filho (PDT) aparece logo atrás, com 23,55%.

A vantagem de Moro chama atenção porque, caso o candidato ultrapasse 50% dos votos válidos na totalização final, poderá evitar o segundo turno. Entretanto, é necessário aguardar o encerramento da apuração para confirmar se essa marca será mantida.

A disputa pela segunda posição também merece atenção. Sandro Alex e Requião Filho aparecem próximos, indicando que a composição do resultado final ainda poderá alterar significativamente o quadro eleitoral paranaense.

SANTA CATARINA: JORGINHO MANTÉM FORTE VANTAGEM

Em Santa Catarina, o cenário é mais favorável ao atual governador Jorginho Mello (PL). Na parcial divulgada durante a apuração, Jorginho aparece com cerca de 64,38% dos votos válidos, enquanto Gelson Merísio (PSB) ocupa a segunda posição, com 18,33%. João Rodrigues (PSD) aparece em terceiro, com 15,11%.

Na parcial considerada, 31,93% das urnas já haviam sido apuradas, correspondentes a 5.532 das 17.326 urnas do Estado.

A distância entre o primeiro e o segundo colocado é expressiva. Antes mesmo da consolidação dos números, o desempenho de Jorginho já apontava para uma possibilidade concreta de definição da eleição no primeiro turno — cenário posteriormente reforçado pelas projeções divulgadas durante a noite.

RIO GRANDE DO SUL: ZUCCO LIDERA E TAMBÉM SUPERA A MARCA DOS 50%

No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) aparece na liderança, seguido por Juliana Brizola (PDT).

Com pouco mais de 51% das urnas contabilizadas, Zucco registrava 58,93% dos votos, enquanto Juliana Brizola alcançava 30,98%.

O resultado parcial representa uma vantagem superior a 27 pontos percentuais sobre a segunda colocada e coloca o candidato do PL em posição bastante confortável na disputa pelo Palácio Piratini.

O MAPA POLÍTICO DO SUL

A fotografia parcial da apuração revela um ponto em comum entre os três estados: os candidatos do PL ocupam a primeira colocação nas disputas pelo governo estadual.

Estado1º colocado%2º colocado%Urnas apuradas*
ParanáSergio Moro (PL)50,25%Sandro Alex (PSD)25,10%51,26%
Santa CatarinaJorginho Mello (PL)64,38%Gelson Merísio (PSB)18,33%31,93%
Rio Grande do SulLuciano Zucco (PL)58,93%Juliana Brizola (PDT)30,98%51%

*Percentuais de urnas/seções totalizadas correspondentes às parciais consultadas; os números avançam continuamente durante a noite.

UMA ONDA POLÍTICA NO SUL?

Ainda é cedo para transformar uma apuração parcial em uma conclusão definitiva. Mas os números registrados até agora mostram uma tendência eleitoral bastante clara: o PL lidera as três disputas pelos governos estaduais da Região Sul.

No Paraná, a situação exige atenção especial porque Moro está próximo — e, em determinada parcial, acima — da marca de 50% dos votos válidos, enquanto Sandro Alex e Requião Filho disputam voto a voto uma eventual segunda vaga.

Em Santa Catarina, a vantagem de Jorginho Mello é muito mais ampla. No Rio Grande do Sul, Zucco também construiu uma diferença expressiva sobre Juliana Brizola.

O Sul, portanto, começa a apuração apresentando uma forte predominância da direita nas disputas pelos governos estaduais. Mas a palavra final continua sendo das urnas — e a totalização ainda não terminou. Imagem Curitiba News

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