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Neste domingo, 5 de outubro, é o Dia Mundial de Combate à Meningite. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) aproveita a data para reforçar a importância da vacinação como principal forma de prevenção.
Em 2025 houve aumento expressivo nos casos de doença meningocócica, que somaram 49 infecções e 13 óbitos – altas de 96% e 225%, respectivamente, em comparação ao ano anterior.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os números demonstram a necessidade de atenção, mas não de alarde. “A meningite é uma doença grave, porém pode ser prevenida e tratada quando diagnosticada rapidamente. Nosso papel é manter a população informada para que os sinais não passem despercebidos. Também reforçamos a importância da vacinação e das medidas de prevenção no dia a dia”, ressaltou.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal – pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas. A transmissão ocorre pelo contato próximo entre pessoas, por meio da fala, tosse ou espirros.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. Em situações mais graves, podem ocorrer convulsões e o aparecimento de manchas vermelhas na pele, chamadas petéquias. Nos bebês, os sinais podem incluir irritabilidade, recusa alimentar, choro frequente e até mesmo hipotermia.
ESQUEMA VACINAL – O Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vacinas que protegem contra diferentes agentes causadores da meningite. A BCG é aplicada logo após o nascimento. As vacinas meningocócicas, como a meningo C e a ACWY, são aplicadas nos primeiros meses de vida e têm reforços na infância e adolescência.
Outras vacinas importantes são a pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses, e a pneumocócica 10, aplicada aos 2 e 4 meses, com reforço no primeiro ano de vida.
No Paraná, a cobertura vacinal em crianças menores de 2 anos para a maioria desses imunizantes está em torno de 83%, com destaque para a BCG, que ultrapassa 100% da meta de cobertura.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, mesmo com índices superiores a 80%, é preciso ampliar a cobertura vacinal. “O Ministério da Saúde recomenda que o alcance mínimo seja de 95% para garantir uma proteção efetiva da população. Ainda estamos abaixo dessa meta e, por isso, é fundamental que os pais e responsáveis mantenham em dia a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes”, alertou.
CUIDADOS – Além da imunização, cuidados simples ajudam a reduzir os riscos de transmissão da doença, como manter os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres. Essas atitudes, associadas à vacinação, fortalecem a proteção coletiva e reduzem o impacto da meningite na saúde da população.
Fonte: AEN foto: Jaelson Lucas
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