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O evento integra uma iniciativa global promovida a cada dois anos pela World Fish Migration Foundation, em parceria com as organizações WWF e a The Nature Conservancy. A intenção é convidar pesquisadores, pescadores, comunidades e usuários dos recursos pesqueiros para realizarem atividades que possam reconectar as pessoas com os rios, os peixes e o fenômeno da piracema.
A Itaipu participa do esforço global desde 2014, com eventos destinados a seus empregados e também ao público acadêmico e comunidade em geral.
Soltura
Na ocasião, cerca de 300 peixes migratórios nativos do rio Paraná, jovens e adultos, foram marcados com rastreadores eletrônicos e marcas externas e depois soltos no Canal Itaipu. Foram soltos exemplares das espécies pacu (Piaractus mesopotamicus), curimbatá (Prochilodus lineatus), piracanjuba (Brycon orbignyanus) e jundiá (Rhamdia quelen).
Caroline Henn, bióloga da Divisão de Reservatório da Itaipu e coordenadora da atividade, explica que a intenção é criar engajamento com o público. “É levar as pessoas a reconhecer a importância da ictiofauna e da piracema para a conservação da biodiversidade nativa”, explicou.
Cada visitante que marcou um peixe pôde deixar sua marca no projeto de rastreamento das rotas migratórias das espécies, que vem sendo mantido pela Itaipu desde 1997. “A Itaipu já soltou 58 mil peixes marcados com diferentes tecnologias, entre marcas externas e eletrônicas, o que comprova que os peixes são capazes de se deslocar entre as barragens de Itaipu, Yacyretá e Porto Primavera, duas vizinhas e parceiras históricas do projeto”, disse Henn.
Durante o evento, os empregados puderam acompanhar as rotas percorridas por peixes soltos em edições anteriores. A recordista de distância foi uma curimba, marcada no elevador para peixes da usina de Yacyretá – em um trabalho conjunto entre Yaciretá e Itaipu – que desceu todo o rio Paraná e entrou no rio Uruguai, sendo recapturada por um pescador após 123 dias e 1.768 km percorridos. Com o rastreamento, é possível saber, por exemplo, que o dourado é capaz de atravessar todo o Canal Itaipu, ou seja, 10,3 km, em apenas quatro dias.
Eliane Mesquita levou o neto Inácio, de quatro anos, para participar da atividade. Ela cursa o sétimo período de Engenharia de Aquicultura no IFPR e faz estágio na Divisão de Reservatório da Itaipu. “Sempre que possível procuro aproximar ele da natureza, em eventos como esse”, disse. Com a ajuda do terceirizado Antonio, o menino fez a soltura de um peixe pacu e avaliou: “Eu acho que ele vai bem longe, porque eu soltei com força e ele nada bem”.
Rafting

Liziane Kadine, engenheira agrícola da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, levou a família para participar da soltura de peixes e integrou uma das equipes de rafting. Para ela, o evento mostra na prática a responsabilidade social e ambiental que está na missão da Itaipu. “Une a importância do canal como um corredor de biodiversidade, que permite o processo migratório dos peixes, com uma prática esportiva para os empregados se divertirem”, disse. “E tudo isso com o apoio da equipe do projeto Meninos do Lago, que faz um belíssimo trabalho social”.
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