Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de janeiro de 2026

Líder nacional nesse ranking, o Paraná chegou nesta quarta-feira (21) à marca de 23 produtos com reconhecimento de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP). O selo, recebido agora pelas tortas de Carambeí (Campos Gerais), é concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) como forma de atestar a procedência, autenticidade e a qualidade dos itens avaliados.

A delícia culinária de Carambeí tem mais de um século de tradição, trazida pelos imigrantes holandeses e produzida na região desde 1911. Patrimônio cultural e gastronômico do município, as tortas já fazem parte da economia e da identidade cultural da cidade. As receitas, transmitidas entre gerações, ganharam versões modernas, mas mantêm características artesanais, elaboradas com insumos regionais de alta qualidade.

O reconhecimento da Indicação Geográfica tem impacto direto na economia local porque agrega valor ao produto e fortalece a identidade regional. Isso porque o  selo confirma a qualidade única da mercadoria, resultado da combinação de recursos naturais específicos – como solo, vegetação e clima – com processos tradicionais de produção desenvolvidos ao longo dos anos.

“As tortas de Carambeí agora integram um seleto grupo de produtos brasileiros. O reconhecimento abre portas para novos mercados, fortalece a competitividade dos pequenos negócios e impulsiona o desenvolvimento local e regional. Além disso, contribui para o fortalecimento do turismo gastronômico, valorizando a cultura, a identidade e a história de Carambeí”, destaca a consultora do Sebrae/PR, Nádia Joboji.

INDICAÇÕES – Com a entrada das tortas de Carambeí, o Paraná tem atualmente 23 produtos que levam o selo de Indicação Geográfica. Somente em 2025, oito pedidos feitos por setores paranaenses foram atendidos, se tornando um recorde de novos reconhecimentos em um mesmo ano. Foram eles as ostras do Cabaraquara; a ponkan de Cerro Azul; as broas de centeio de Curitiba; a cracóvia de Prudentópolis; a carne de onça de Curitiba; o café de Mandaguari; o urucum de Paranacity e o queijo colonial do Sudoeste do Paraná.

Fonte: AEN foto: Fernando Ogura

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