Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de agosto de 2022

O debate promovido pela Band neste domingo foi tranquilo sem tumulto e mais imparcial que as entrevistas tendenciosas e inescrupulosas dos apresentadores do Jornal Nacional da rede Globo. Neste debate, acredito que o presidente Bolsonaro, saíu com ligeira vantagem, que lhe poderá garantir alguns pontos a mais na próximas pesquisas eleitoral.

No primeiro bloco o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi esperto, não respondeu às críticas e acusações sobre sua condenação por corrupção, e preferiu ocupar o tempo de resposta com comentário sobre as ações de seu governo. Porém, não se vê mais aquele Lula eloquente, convincente com entusiasmo, diante das acusações de corrupções fugiu do combate, tentou dissimular e se mostrou visivelmente nocauteado com os ataques consistentes dos adversários políticos.

O presidente Jair Messias Bolsonaro abriu o debate com uma rajada em cima de Lula, lembrando que seu ministro Antônio Palocci, e braço direito do governo petista, confessou os crimes de corrupção. Bolsonaro disse que a Operação Lava Jato desvendou o maior esquema de corrupção da história, e a quadrilha de políticos e empresários corruptos devolveram mais de R$ 6 bilhões roubados dos cofres públicos, o equivalente a quatro bilhões de dólalres.

A candidata Simone TebetMDB, que participou da CPI da Covid, (conhecida como CPI do Circo), usou seu tempo para criticar e atacar o governo Bolsonaro, se mostrou aliada do ex-presidente petista.

O candidato Felipe D’Ávila do partido NOVO, enalteceu o agronegócio, e disse que o motor da economia brasileira é a produção agrícola de alta qualidade que coloca o Brasil em condição de competitividade com o mundo.

Soraya Thronicke (União Brasil), foi apática, sufucada pelos elogios táticos de sua ex-professora Simone Tebet, não apresentou nada de novidade interessante aos eleitores.

No segundo bloco do debate, o presidente Bolsonaro usou como estratégica ocupar o seu espaço para falar sobre as ações positivas de seu governo no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Disse que socorreu mais de 67 milhões de brasileiros com o Auxílio financeiro e pequenos empresários, também fez repasses de recursos bilionários da União para prefeituras e governos estaduais.

Lula na sua oportunidade falou que “apesar de ele ser um presidente analfabeto, o seu governo investiu em novas universidades e na valorização dos professores da rede pública”. No entanto, evitou comentar sobre o baixo índice de qualidade da educação durante o governo petista.

O candidato Ciro Gomes (PDT) que já foi ministro no governo petista, não poupou seu ex-companheiro Lula. Ciro Gomes disse que o presidente Bolsonaro recebeu do governo petista o país destruído pela corrupção e a economia precária, com muitas empresas brasileiras deficitárias, operando com prejuízo.

Felipe Dávila neste bloco comentou sobre a importância das privatizações de empesas que prestam serviços onerosos e de péssimas qualidades para a sociedade. Disse que tais empresas foram criadas para servir de cabides de empregos de amigos de políticos e fazer desvio de dinheiro público.

No terceiro bloco foi mais efetivo, os candidatos estavam mais tranquilos e confiantes

Lula neste bloco derradeiro usou a malandragem política e aproveitou para elogiar Ciro Gomes, que havia atacado nos blocos anteriores. Lula em seu comentário disse que perdoa as críticas do companheiro Ciro Gomes e que ainda vai conseguir trazê-lo para apoiar o PT.

Ciro Gomes, no entanto, não se deixou levar pelas lábias do ex-presidente Lula. Disse que suas críticas não são pessoais, mas no campo político e técnico, que Lula é de fato um candidato incompetente e seu governo foi corrupto.

Bolsonaro pisou na bola, foi infeliz ao contra-atacar Ciro Gomes, quando foi questionado por um comentário inconveniente que fez quando nasceu sua filha, o qual deveria pedir desculpa. Bolsonaro disse na época quando nasceu sua filha, que foi uma falha, [pressupondo que espera mais um filho homem].

Bolsonaro pediu desculpa pela sua fala, mas atacou Ciro, dizendo que ele certa vez fez comentário impróprio para sua esposa. Isso deixou o candidato do PDT furioso e desceu o nível com ataque ferrenho ao presidente Bolsonaro.

No final ambos os candidatos entenderam que a troca de farpa foram desnecessárias, e retomara ao equilíbrio e foco nas propostas.

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