Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 15 de janeiro de 2026

Um rumor que circula nos bastidores da política do Paraná tem chamado a atenção de analistas e dirigentes partidários: a possibilidade de o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) integrar como candidato a vice-governador uma eventual chapa encabeçada por Guto Silva (PSD), pré-candidato ao governo do Estado. A informação, atribuída a setores da esquerda, ainda não foi confirmada por nenhum dos envolvidos.

A hipótese, no entanto, é considerada pouco provável por interlocutores próximos a Dallagnol. Isso porque o ex-deputado federal é visto como um nome competitivo para disputar uma das vagas ao Senado em 2026, cargo que lhe garantiria maior projeção nacional e influência política.

Mesmo assim, caso o governador Ratinho Júnior (PSD) conseguisse articular uma aliança desse porte, a composição seria estratégica. A presença de Dallagnol na chapa poderia reforçar a campanha de Guto Silva, ampliando seu alcance junto a eleitores conservadores e antipetistas, além de abrir espaço para o PSD fortalecer seu projeto de eleger um senador no Paraná.

O cenário eleitoral no Estado ainda está em formação. Atualmente, o senador Sergio Moro (União Brasil) lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná. Na segunda colocação aparece Requião Filho (PDT), que tem consolidado espaço junto ao eleitorado de oposição à atual administração estadual.

Deltan Dallagnol, por sua vez, segue em situação jurídica delicada. Ele foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2023, decisão que ainda gera controvérsias e interpretações divergentes. Adversários políticos avaliam recorrer para tentar estender a inelegibilidade até 2031, o que poderia tirá-lo novamente da disputa eleitoral. Aliados do ex-procurador classificam essas movimentações como tentativas de afastá-lo do jogo político por meio de interpretações jurídicas de conveniência.

Enquanto as articulações seguem nos bastidores, o quadro permanece indefinido. Entre rumores, estratégias e disputas judiciais, a sucessão estadual no Paraná promete ser uma das mais movimentadas do país nos próximos meses.

Veja Também