Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 8 de dezembro de 2020

A discussão do projeto de lei que prevê pena de prisão para quem atacar a imprensa ou o jornalista, ocorre em meio à crise de credibilidade e à crescente onda de críticas que a velha imprensa vem recebendo, além a perda de assinantes e de audiência.

A Folha de São Paulo, por exemplo, foi condenada na última semana a indenizar o empresário Luciano Hang em R$ 100 mil por fake news.

Em reportagem de 2018, a jornalista Patrícia Campos Mello acusou sem provas o empresário de ter financiado disparos em massa no WhatsApp para influenciar a campanha do então candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Relembre.

Também na última semana, a Rádio Gaúcha, afiliada da Rede Globo, foi alvo de inúmeras críticas e perdeu vários patrocinadores depois que o jornalista David Coimbra na quarta-feira (2) “glorificou” a ação da quadrilha que tocou terror em Criciúma.

Os apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcellos, foram intimados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a depor sobre divulgações de informações sobre o caso “rachadinhas” por descumprirem ordem judicial.

Militante, a velha grande imprensa tenta desmoralizar o governo do presidente Jair Bolsonaro colocando-o um dos maiores agressores dos jornalistas.

Para dar mais peso às “acusações”, as associações e federações de jornalismo se unem, como, por exemplo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Estas mesmas associações que defendem a liberdade de imprensa, não saem em defesa, por exemplo, do jornalista Oswaldo Eustáquio que teve prisão domiciliar decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Eustáquio fazia apenas seu trabalho. Liberdade de imprensa.

O Terça Livre também é alvo de acusações e não é defendido por estas associações. Sem provas, o jornalista Allan dos Santos é “investigado” em inquéritos inconstitucionais do STF sobre “fake news” e “atos antidemocráticos”.

O PL  4522/2020 soa como mais uma tentativa de imputar crime de opinião a quem fizer críticas à imprensa e não exemplifica, nem deixa claro se todos os jornalistas terão amparo legal contra “ataques”. Informação: site Terça-Livre

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