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O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o Brasil participa da COP27, 27ª conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, com dados que apontam que nos governos anteriores tivemos os piores índeces no desmatamento, incêndios em áreas de floresta e emissão de gases poluentes.
Na gestão de FHC 1995 e Lula em 2004 tiveram o maior pico de desmatamento e incêncio da história, seguido com o periodo de Dilma Rousseff, em 2012, as taxas voltaram a subir e oscilaram para cima e para baixo até 2018.
Quando Lula assumiu seu primeiro mandato em 2003, a taxa de desmatamento do ano anterior havia alcançado 25.396 km² . Nos seus dois primeiros anos de mandato, o desmatamento chegou a subir mais, alcançando 25,3 mil km² em 2003 e 27,7 mil km², em 2004.
Em 2021, por exemplo o desmatamento alcançou 13.235 km² com o resgate de antiga áreas de plantio.

Na cúpula do ano passado, a COP26, o Brasil assinou um importante acordo sobre proteção de florestas, que estabelece como meta desmatamento zero no mundo até 2030. O documento prevê US$ 19,2 bilhões em recursos públicos e privados para ações ligadas à preservação das florestas, combate a incêndios, reflorestamento e proteção de territórios indígenas.
Na COP26, realizada em 2021, em Glasgow, na Escócia, o governo brasileiro anunciou que antecipará a meta de zerar o desmatamento ilegal de 2030 para 2028, e prometeu alcançar uma redução de 50% até 2027. A ideia, conforme anúncio do governo brasileiro, era de que houvesse uma diminuição gradual do desmatamento da floresta em 15% ao ano entre 2022 e 2024, subindo para 40% de redução em 2025 e 2026, até alcançar desmatamento zero em 2028.
A floresta Amazônica ajuda a equilibrar o clima do planeta, ao capturar e estocar quantidades enormes de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases do efeito estufa. Quando árvores são derrubadas, parte desses gases são liberados para a atmosfera e novas absorções deixam de ocorrer.
Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, explica que algumas áreas de alta absorção de carbono da atmosfera, como a Amazônia e as geleiras do Ártico, podem derrubar por si só as metas de controle climático, se deixarem de existir ou sofrerem muita degradação.
Também é da Amazônia que vêm 70% das chuvas que irrigam as áreas agricultáveis do Centro Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, destaca Astrini. Fonte: BBCLondres
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