Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 5 de novembro de 2024

Segundo levantamento da Fiocruz, álcool mata 288 pessoas por dia no país. Estudo foi baseado em dados de óbitos relacionados às doenças cardiovasculares

O gasto anual para os cofres públicos brasileiros com custos gerados pelas bebidas alcoólicas atingiu a marca dos R$ 18,8 bilhões em 2019, de acordo com dados levantados pelação Funda Osvaldo Cruz (Fiocruz) a pedido das organizações Vital Strategies Brasil e ACT Promoção da Saúde. O estudo aponta que o álcool é responsável por 12 mortes por hora no Brasil.

Os custos diretos relacionados às bebidas alcoólicas — hospitalização e procedimentos ambulatoriais — são responsáveis por consumir R$ 1,1 bilhão do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2019. Já os gastos indiretos relativos à ingestão excessiva de álcool chegam a R$ 17,7 bilhões e envolvem desde gastos com Previdência Social — licenças médicas e aposentadorias precoces — até perda de produtividade, como presenteísmo (quando o funcionário está no ambiente de trabalho, mas não tem 100% de dedicação), absenteísmo (medida dos recursos humanos para a quantidade de ausências no trabalho) e mortes prematuras.

Ainda nos gastos indiretos gerados pelas bebidas alcoólicas, é estimado que o custo previdenciário relacionado chegou aos R$ 47,2 milhões em 2019. O público masculino é responsável por 78% desse total, equivalente a R$ 37 milhões. Mulheres representam o montante de R$ 10,2 milhões.

Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies Brasil — uma das organizações que solicitou a pesquisa —, explica que o objetivo do estudo é conscientizar as pessoas a respeito dos malefícios gerados pelo álcool e, consequentemente, cobrar dos representantes políticos uma movimentação que gire em torno do desenvolvimento de políticas públicas de combate ao abuso do álcool. “92% da população brasileira apoia que o governo tome medidas para reduzir os efeitos danosos do álcool. 62% apoiam mais tributo para aumentar o preço do álcool. Então, é muita coisa num país tão dividido politicamente”, comentou. Informações: Correio Braziliense

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