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O escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro Alexandre de Moraes, recebia mensalmente 3,6 milhões de reais do banco de Daniel Vorcaro
O jornal O Globo publicou nesta quinta-feira, 11, detalhes do contrato do escritório Barci de Moraes, no qual trabalha Viviane Barci de Moraes (à esquerda na foto), esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o Banco Master.
A pergunta que não quer calar, se não fosse a esposa do ministro do STF, será que o Banco Master pagaria para o escritório advocatícios 3,6 milhões de reais por mês?
Segundo o documento, ao qual o jornal teve acesso, o escritório da família de Moraes foi contratado para atuar na defesa dos interesses da instituição financeira junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional.
Além de Viviane, trabalham no escritório os dois filhos do ministro do STF.
Diz o contrato:
“Para a execução do objeto do presente contrato, a contratada realizará: organização e a coordenação de cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa – perante o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Judiciária (em outras palavras, a Polícia Federal), órgãos do Executivo (Banco Central, Receita Federal, PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Cade (órgão de defesa da concorrência) e Legislativo (acompanhamento de projetos de interesse do contratante).”
Queria o banqueiro Daniel Vocaro comprar uma proteção especial ou se blindar de previsiveis ações administrativas e judiciais?
O escritório da esposa de Moraes e o Banco Master
O escritório Barci de Moraes firmou um contrato de 129 milhões de reais por três anos, contados a partir de 2024, com o Banco Master.
O documento foi assinado em 16 de janeiro de 2024.
Os pagamentos, no entanto, foram interrompidos com a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
Até outubro de 2025, último mês antes da intervenção pelo BC, o contratou gerou ao escritório de advocacia pelo menos 79 milhões de reais.
Prioridade para o Banco Master
Os valores do contrato constam em bens apreendidos na operação Compliance Zero, na qual foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Embora o documento não tenha sido apreendido, mas os valores estavam em formato digital no celular de Vorcaro.
Mensagens trocadas entre Vorcaro e sua equipe indicam que os pagamentos para o escritório de Viviane Barci de Moraes eram prioridade e “não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma”, segundo o jornal.
Pergunta: Por que o Daniel Vorcaro não está preso, se a investigação pressupões crime de estelionato, fraude,…?
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