Ato solene vai diplomar os cinco primeiros colocados e distribuir três menções honrosas; escritório de Curitiba conquistou o primeiro lugar por unanimidade. A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realiza, nesta sexta-feira (26), às 14h, a cerimônia oficial...
Quando Javier Milei assumiu a presidência da Argentina em dezembro de 2023, a inflação, que já chegava a quase 13% ao mês. Os mais pessimistas (e opositores) previram que o presidente não estaria no cargo ao final do ano e reviveram os traumas de 2001-2002, quando o país sofreu uma das suas piores explosões econômicas, políticas e sociais, e teve cinco presidentes em apenas um ano e duas semanas. Outros alertaram que uma nova hiperinflação estava a caminho, como a de 1989, quando os preços subiram 5.000% ao ano.
O plano Milei
“Para entender como Milei reduziu a inflação, é preciso entender essencialmente a origem da inflação”, explicou à BBC Mundo o economista Miguel Boggiano, um dos membros do Conselho de Assessores Econômicos do governo argentino.
“Na Argentina, a explicação é relativamente simples: como os diferentes governos gastaram mais do que arrecadaram, o que acabou acontecendo foi que esse excesso de gastos acabou sendo financiado pela impressão de papel-moeda, ou seja, com emissão monetária, porque ninguém empresta dinheiro à Argentina.”
Boggiano garante que “o problema foi piorando” porque, além de imprimir dinheiro para o Tesouro, o Banco Central também passou a conceder empréstimos ao Tesouro, o que deixou ambas as organizações endividadas.
“O Banco Central sabia que geraria inflação com todos aqueles pesos que deu ao Tesouro, porque havia um excesso de pesos que o público não demandava e depois iria para o dólar ou para os preços.”
Para resolver o problema do Tesouro, Milei foi diretamente à raiz: brandindo a motosserra metafórica símbolo de sua campanha, ele eliminou um terço dos gastos públicos de uma só vez.
Assim, desde o primeiro mês de mandato, conseguiu reduzir as emissões de moeda – principal causa da inflação – e passou do déficit ao excedente fiscal (mais receitas do que despesas), algo que a Argentina conseguiu poucas vezes no século passado.
Para resolver a dívida do Banco Central (e reduzir as emissões que gerava) ele recorreu a outro artifício, explica Boggiano.
“Baixou a taxa de juros paga pelos passivos remunerados e também desvalorizou o peso, corrigindo a taxa de câmbio oficial e colocando-a quase no mesmo nível da taxa de câmbio do mercado”.
“Isso produziu um ajuste nos preços relativos que significou um salto na inflação superior aos juros pagos por aquela dívida. Dessa forma, liquidou os passivos remunerados, deixando-os com taxas de juros reais negativas”, explica o assessor.
Falando em um fórum de negócios na semana passada, Milei orgulhava-se de sua estratégia: “Ninguém sabia como resolver e resolvemos em seis meses. Nós tornamos possível algo que parecia impossível”, destacou.
Sustentabilidade
Embora muitos de seus críticos afirmassem ser impossível manter o superávit, pois isso exigiria continuar a adiar pagamentos que eventualmente teriam que ser feitos e congelar os gastos públicos em níveis mínimos históricos, a verdade é que o governo libertário conseguiu sustentá-lo em seus primeiros nove meses de governo.
Conseguiu, inclusive, ter superávit depois de pagar os juros da dívida pública, algo inédito no país e considerado fundamental para o equilíbrio das contas.
Fonte: BBC Londre
Veja Também
BRDE lança academia corporativa para fortalecer inovação e gestão do conhecimento
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) apresentou nesta quinta-feira (25), em Curitiba, a Academia BRDE de Inovação e Desenvolvimento (ABID), iniciativa de educação corporativa criada para fortalecer a formação dos profissionais do...
Casa Hoffmann tem aula gratuita de dança K-pop; não é preciso saber dançar
Oficina será comandada pelo professor e influencer digital Heron Hayashi, no domingo (28/6), das 10h às 12h A cultura coreana também tem muita dança no pé e os curitibanos vão poder aprender alguns passos. Neste...