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Por que carros ficaram tão caros no Brasil? Nos início do primeiro mandato do governo Lula, um carro popular zero KM, custava no máximo 7 mil e 200 dólares.
Um trabalhador brasileiro que sonha com uma carro novo, precisa desembolsar em média R$ 70 mil para comprar modelo popular como hatchback Renault Kwid, com motor 1.0, por exemplo. Esse valor equivale o salário de 60 meses de um trabalhor que recebe salário-minimo.
Em síntase, o trabalhador para comprar um carro novo, teria que trabalhar ininterruptamente cerca de 60 meses, ou cinco anos seguidos, sem gastar nada, para comprar o carro zero quilômetro mais barato no Brasil atualmente.
Nesse contexto, algumas montadoras vêm tendo conversas preliminares com o governo para lançar um “carro popular” ou “carro verde”, com o pretexto de renovação nacional da frota por carros mais ecológicos, que seria vendido entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.
No entanto, os carros populares no Brasil poderia custar entorno de 38% mais barato se as montadoras e concessionárias não fosse tão voraz e limitasse o lucro em 8% cada, e o governos estaduais reduzissem o ICMS para 7% e governo federal o IPI para 7%.
O brasileiro é apaixonado por carro, mas isso está mudando, as pessoas estão optando por usar aplicativos e aproveitar com menos vaidade.
Vale lembrar, no entanto, que o mercado mudou nos últimos anos, só compra carro quem tem dinheiro sobrando ou necessita por uma questão de mobilidade ou uso no trabalho — em 2022, pela primeira vez, a maior parte das vendas (52,9%) foi para Pessoa Jurídica (CNPJs, vendas diretas para locadoras, pessoas com deficiência, frotistas, entre outras).
PREÇO JUSTO E ACESSÍVEL
Com os preços justos e mais acessivel, todos ganhariam: o consumidor que voltaria ao mercado, as montadoras e a concessionárias ganhariam no aumento das vendas e no compromisso de responsabilidade socio-ambiental.
A arrecadação dos governo estaduais e federal seriam compensada pelo volume das venda e empregos e salários que movimentariam mais a economia, que responde por uma parcela significativa do PIB (Produto Interno Bruto) da indústria, em torno de 22% — e 4% do PIB total.
Os carros, que poderiam ser movidos apenas a etanol, teriam os mesmos motores 1.0 utilizados atualmente e contariam com uma tributação exclusiva por seu apelo ambiental, adequado a metas de descarbonização, dentro do novo arcabouço fiscal.
Na contramão do Brasil, motoristas de mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e União Europeia, e até de países emergentes, como México, acabam pagando bem menos por um modelo zero quilômetro, sobre a mesma base de comparação, ou seja, Renault Kwid.
DE QUEM É A CULPA?
As montadora transferem a culpa dos altos preços para carga tributária que é a maior do mundo, entorno de de 30 a 50% [IPI, ICMS e PIS/Confins.
As montadoras alegam que os custos dos carros aumentaram por conta dos encargos trabalhistas, que torna a mão de obra brasileira uma das mais cara do mundo, e os valores dos equipamentos obrigatórios como com airbag e freios ABS. Porém, o que pesa mais no preço final do veiculo é a margem de lucros das montadoras e concessionárias que vária entre 20 a 30 porcentro, enquanto nos EUA e Europa é de 5% apenas.
SOBREPREÇOS

Para se ter uma ideia, o valor médio de um carro novo no Brasil está hoje em torno de R$ 130 mil, quase o dobro do cobrado em 2017, segundo dados da consultoria Jato Dynamics. As montadoras alega o aumento dos custos dos agregados durante a pandemia [escassez de semicondutores, câmbio, painel, sistema multimídia, retrovisores, sistema de freio e motor]. Fato é que os valores desses agregados retrocederam e estabilizaram pós pandemia, porém, as montadoras não reduziram os custos em suas planilhas, e aumentaram a margem de lucro.
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