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O apelo político na campanha publicitária de fim de ano da Havaianas, estrelada pela atriz de viés de esquerda, Fernanda Torres, se tornou alvo de críticas nas redes sociais até por quem não é Bolsonarista. Na verdade, é o tipo de propaganda com efeito reverso, quando a ideia de pacificação: sem direita ou esquerda, mas, com os dois pés.
Na peça, a atriz afirma que não quer que as pessoas “comecem o ano com o pé direito”, frase deu conotação de provocação, que foi interpretada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como insinuação de posicionamento político.
Na campanha, Fernanda Torres diz: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte. Mas, vamos combinar, sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser”.
Claro que há uma mística na cultura brasileira de começar um novo tempo com o pé-direito, no sentido de sorte, de forte determinação para uma nova vida ou iniciativa. Já ao contrário, começar um ano com o pé-esquerdo é prenúncio de azar, de má sorte,… Isso é fatal principalmente para os mais místicos, que por coincidência são de viés políticos de esquerda.
A repercussão da campanha ganhou força no domingo (21/12). O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais criticando a campanha e anunciando boicote à marca. Na legenda do post, o filho de Bolsonaro escreveu: “Eu vou começar o ano com o pé direito sim – e não será de havaianas”.
Havaianas é uma marca brasileira de Sandália de borracha produzidas pela Alpargatas, uma empresa da Itaúsa, proprietária da empresa Itaú Unibanco, empresa de apoio explícito na campanha de Lula.
Na publicação o ex-parlamentar aparece jogando um par de chinelos da Havaianas no lixo e critica a atriz Fernanda Torres. “Eles escolheram para ser a garota propaganda da sandália uma pessoa declaradamente de esquerda. Uma pessoa que não está nem aí, ou melhor, defende a prisão da Débora do batom, da Adalgilza, da Iraci Nagoshi e ainda fala para você não começar o ano com o pé direito. Isso não foi por acaso”, afirmou.
Evidente que por mais que a atriz Fernanda Torres tenha viés político, e deve ter suas razões para isso, ela também é não perderia a oportunidade de faturar uma boa grana com um comercial. A polêmica divide opinião, mas produz repercussão, ressuscita uma marca esquecida ou impulsiona num mercado tão competitivo com os novos produtos chineses.
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