Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de abril de 2026

A exposição constante a situações de risco, violência e alta pressão no exercício da função motivou a apresentação de projeto de lei que institui diretrizes para a promoção da saúde mental dos servidores da Guarda Municipal (GM) de Curitiba. De autoria da vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), a proposta cria uma política municipal voltada à prevenção do adoecimento psíquico, identificação precoce de sintomas e encaminhamento para atendimento especializado.

Segundo a justificativa do projeto, a atividade desempenhada pelos guardas municipais é marcada por “altas cargas emocionais, exposição frequente a situações de violência, tensão contínua e exigência constante de tomada de decisões em cenários críticos”, fatores que aumentam a vulnerabilidade a transtornos mentais.

Saúde mental de agentes de segurança exige atenção preventiva

A saúde mental de profissionais da segurança pública tem sido objeto de atenção crescente de organismos nacionais e internacionais, devido ao alto nível de estresse ocupacional a que esses trabalhadores estão expostos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), fatores como exposição à violência, jornadas intensas e pressão constante estão associados ao aumento de casos de ansiedade, depressão e síndrome de burnout.

No Brasil, o Ministério da Saúde também reconhece que trabalhadores da segurança pública integram grupos mais vulneráveis ao adoecimento psíquico, especialmente quando não há políticas estruturadas de prevenção e acompanhamento. fonte: CMC foto: Carlos Costa

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