Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de novembro de 2019

Declaração final da cúpula deixou de fora crise do país vizinho venezuelana

Na declaração final da cúpula dos Brics –grupo formado por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul–, os países reafirmaram seu compromisso com o multilateralismo nas relações internacionais e a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, mas deixaram de fora qualquer menção à crise na Venezuela.

A Declaração de Brasília, divulgada ao final da cúpula realizada na capital federal nesta quinta-feira, 14, fala da cooperação dos Estados para “manter a paz e a segurança, promover o desenvolvimento sustentável e garantir a promoção e a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos”.

Pede ainda “uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente e aumentar a representação dos países em desenvolvimento, de modo que possa responder adequadamente aos desafios globais”. As mudanças no Conselho são uma antiga reivindicação do governo brasileiro.

Os países ainda enfatizaram a necessidade de um comércio internacional aberto, livre e inclusivo, além de uma reforma na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Venezuela

Não há nenhuma menção na declaração sobre a Venezuela. A crise no país vizinho ao Brasil já produziu um êxodo de 4 milhões de refugiados. O texto também não cita a atual conjuntura política da Bolívia, onde o presidente Evo Morales renunciou durante o final de semana e na terça-feira 12 se refugiou no México.

Os Brics, contudo, demonstraram preocupação com os conflitos no Iêmen, Síria, Líbia e Golfo Pérsico, pediram uma solução pacífica para a situação na Península Coreana e parabenizaram o Sudão pelo acordo para um governo de transição assinado em agosto que acabou com meses de protestos no país.

Antes do início da cúpula, o governo de Jair Bolsonaro havia divulgado sua intenção de pressionar os demais líderes do bloco a dar mais atenção à crise venezuelana. Aparentemente, o desejo brasileiro não foi atendido. (informativo Veja)

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