Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de junho de 2026

A Seleção Brasileira lava a alma e vence de 3 x 0 sobre o Haiti pela segunda rodada

Filadélfia — Matheus Cunha pode, enfim, celebrar gols marcados pela Seleção Brasileira. Não que os dois na vitória por 3 x 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19/6), pela segunda rodada da Copa do Mundo, tenham sido os primeiros.

Os gols marcados aos 24 e aos 36 minutos do primeiro tempo foram os primeiros de Cunha sob o comando de Ancelotti. O atacante se tornou o 15º jogador diferente a balançar as redes na Era Ancelotti. Neste “sextou” mostrou por que é considerado indispensável. Embora vista a camisa 9, está longe de ser um centroavante clássico. Sai da área, participa da construção e aproxima setores.

No primeiro gol, apareceu no lugar certo para aproveitar o rebote após finalização de Vinicius Junior. No segundo, leu a jogada com inteligência, infiltrou-se entre os zagueiros e recebeu passe do próprio camisa 7 para ampliar. A noite ainda reservou o gol do atacante do Real Madrid, responsável por fechar a conta após belo lançamento de Lucas Paquetá.

Carlo Ancelotti é um excelente aluno. Há pouco mais de um ano no Brasil, raramente falta às aulas de português com o professor Roberto Piantino. Ainda busca evoluir no idioma, mas já se sente à vontade para cantar o Hino Nacional e absorver algumas lições clássicas do futebol brasileiro.

A vitória representou o resgate das convicções do treinador. Depois de surpreender contra o Marrocos ao abandonar o 4-2-4 e apostar em nomes como Igor Thiago e Ibañez, retornou ao sistema que havia sido trabalhado durante a preparação.

Matheus Cunha voltou a ser protagonista. Não daqueles que monopolizam os holofotes, mas dos que fazem o time funcionar. Recompôs, aproximou setores, participou da construção e ajudou a aliviar a carga defensiva de Vinicius Junior. FIFA

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