Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 25 de maio de 2021

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia presedida por senadores com processos de corrupção, abriu nesta terça-feira (25) a quarta semana de oitivas com o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Mayra foi pejurativamente chamada pela mídia de esquerda de “Capitã Cloroquina” por defender o medicamento como uma das formas de tratamento precoce contra a Covid-19, uma vez que a vacina ainda estava distante da realidade.

Ela é ouvida agora pelos membros da comissão. O depoimento de Mayra Pinheiro estava inicialmente marcado para quinta-feira (20), mas teve que ser adiado, depois que a oitiva do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazzuello estendeu por dois dias.  

Mayra diz que cloroquina não cura, mas há estudo que mostra efeito antiviral e ajuda reduzir internação.

Durante a sessão, Mayra Pinheiro afirmou que há “ação antiviral” no uso da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 – (um conceito que ainda não foi comprovado cientificamente, mas teve resultados satisfátorios em outros cosos como no tratamento da chikungunya).

“A gente tem estudos mostrando efeitos antiviral, antiparasitário e antibacteriano. Posso entregar para o senhor. A gente já muita evidência, senador. Esses medicamentos não curam a Covid, ninguém disse isso. Mas ajudam a reduzir internações.”

Membro da comissão, o médico Otto Alencar (PSD-BA), no entanto, destaca que a hidroxcloroquina é, na verdade, um antiparasitário. “É um antiparasitário. Não existe nenhuma medicação que possa evitar a infecção pelo vírus. Como inventaram agora que cloroquina pode evitar que uma pessoa se contamine? É um absurdo. Hidroxicloroquina não é antiviral em estudo sério nenhum”, disse.

“Minha discordância nunca foi política, sempre foi científica. Não há antiviral até agora que possa controlar a doença”, completa Otto.

A secretária Mayra Pinheiro afirmou que é a favor das vacinas. “Sou a favor das vacinas, é essa a minha luta”, disse. 

A secretária também afirmou que é preciso entender a necessidade de medicamentos para tratamento de doenças. “Quando crianças, tomamos a BTG, mas tem outra forma que pode infectar mesmo com vacina, então é necessário ter remédio.”

O relator perguntou para a secretária do Ministério Público porque o governo brasileiro insistiu em apoiar o uso de cloroquina apesar de a Organização Mundial da Saúde ter interropido em julho de 2020 os testes com o medicamento.

Ela afirmou que, embora o país seja signatário da OMS e da Organização das Nações Unidas (ONU), não é obrigado a seguir suas recomendações. “[O Brasil] tem órgãos independentes para tomada de decisões de acordo com situações locais”, apontou. (Fonte: CNNBrasil)

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