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Parlamentares da equipe de trabalho desconfiam de possível parecer paralelo
Presidente Jair Bolsonaro, pediu para ao ministro Sergio Moro, para segurar por um momento o pacote anticrime. Obviamente que deve ser uma estratégica para não tirar o foco do projeto de Lei da Nova Previdência que tramita no Senado, que é a maior prioridade do momento. Evidente que as medidas anticrimes incomoda uma boa parcela de políticos ainda presos a velha cultura da corrupção.
Por outro lado, parlamentares que compõem o grupo de trabalho criado na Câmara para analisar o projeto de Moro desconfiam que a deputada Margarete Coelho, do PP do Piauí, estaria conspirando, preparando um parecer paralelo.
Na verdade quem foi designado para fazer esse trabalho de relator foi o deputado Capitão Augusto, do PL (antigo PR) de São Paulo, mais alinhado a Moro. Ele é um dos parlamentares que desconfiam de um possível parecer paralelo de Margarete, que seria bem mais ameno que o seu e enfraqueceria, e muito, o projeto original de Moro.
Conspiração:
A deputada Margarete teria convocado para audiências no seu grupo especial, somente pessoas com opiniões contrarias ou criticas às propostas de Moro. Outra evidência de conspiração, foi o fato das mensagens de Margarete no grupo de WhatsApp formado para discutir o tema em que ela diz: estar “catalogando” as sugestões desses especialistas.
Combater as causas patológicas da corrupção
No entendimento do ministro Sergio Moro, precisa haver uma forma que elimine as oportunidades para o crime: “O enfrentamento da grande corrupção, disso que a gente tem chamado de corrupção sistêmica, essa corrupção disseminada, exige mais do que processos judiciais.
Os processos são importantes, tem que haver resposta institucional, as pessoas que cometeram crimes têm que ser punidas. Mas é preciso fazer reformas mais amplas que eliminem incentivos e oportunidades para a corrupção. Estamos cuidando apenas do aspecto patológico da corrupção, e não de suas causas. Embora a impunidade seja também uma causa. Tenho a firme crença de que só enfrentar os casos na Justiça não é suficiente.” Fonte: Crusoé, 1/11/2018
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