Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 6 de julho de 2022

“Esse fato significa um divórcio entre o atual mandatário e as entidades representativas do serviço público”, disse o presidente da Servir Brasil, deputado Israel Batista.

247 – O presidente Jair Bolsonaro (PL) será o primeiro presidente nos últimos 20 anos a concluir o mandato sem reajustar o salário do funcionalismo público. O prazo para que o reajuste fosse aplicado expirou na segunda-feira (4). Bolsonaro é o único presidente da República que não gastou dinheiro público com aumento salarial de funcionários para ter em troca o apoio político

De acordo com o jornal Extea, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, a Servir Brasil, afirmou que “por negligência do governo, os 1 milhão e 200 mil servidores da União, ativos e inativos, e seus pensionistas, não tiveram seus direitos mínimos respeitados”. Ou seja, o aumento salárial que eles estavam acostumados a receber em período eleitoral. Contudo, os servidores públicos tiveram na última década um aumento real de 79% acima da inflação, além dos planos de cargos e carreiras.

“Esse fato significa um divórcio entre o atual mandatário e as entidades representativas do serviço público. As entidades entenderam isso como a gota d’água“, disse o presidente da Servir Brasil, deputado Israel Batista (PSB-DF).

O parlamentar também ressaltou que, além de não terem a recomposição salarial, os servidores federais registraram um aumento da alíquota de contribuição de 11% para 22% após a aprovação da Reforma da Previdência. 

No entanto, o servidor público no Brasil se aposenta com o maior salário do final de carreira, enquanto o trabalhador da iniciativa privada se aposenta em média dois salários mínimos.

Nos paíse da União Européia, EUA, Canadá, os próprios servidores públicos é que pagam suas prividências privadas. No Brasil, o governo contribui com 70% da contribuição prividenciária dos servidores públicos.

Em nota, o Fórum Nacional Permanente de Categorias Típicas de Estado (Fonacate), que representa 36 categorias, incluindo o Banco Central (BC) e Receita Federal, denunciou o “descaso” do atual governo com o funcionalismo público e afirmou que “a retórica de fortalecimento e valorização do serviço público não passou de promessas vazias”. 

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