Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 7 de fevereiro de 2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, nesta segunda-feira (7) na Casa Branca. O principal assunto do encontro foi a crise entre a Rússia e o Ocidente, à medida que as tensões e o acúmulo de tropas aumentam nas fronteiras ucranianas.

Após a conversa, Biden afirmou que a Alemanha e os EUA estão em sintonia para enfrentar a agressão russa em meio à crise na Ucrância. O presidente americano vem reafirmando que uma invasão russa é iminente, e ordenou o envio de quase 3 mil soldado para a Europa Ocidental para proteger o flanco leste da Otan da possibilidade de um ataque da Rússia.

“A Alemanha é um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos”, disse Biden, acrescentando que eles estão “trabalhando em sintonia” para deter ainda mais a agressão russa na Europa.

Em entrevista coletiva ao final do encontro, o presidente americano afirmou que “Olaf Scholz tem confiança total dos EUA. A Alemanha é completamente e totalmente confiável. Não tenho nenhuma dúvida sobre a Alemanha”.

“Alemanha e EUA são parceiros e estamos trabalhando juntos para termos uma solução diplomática”, disse o presidente.

Biden ainda fez questão de reforçar a unidade da Otan em responder às tensões nas fronteiras ucranianas: “Se a Rússia fizer a escolha de invadir a Ucrânia nós estaremos juntos e prontos, e toda a Otan está pronta”.

De acordo com o presidente americano, “se a Rússia invadir a Ucrânia, não haverá o gasoduto Nord Stream 2”. A construção transporta gás natural russo sob o Mar Báltico para a Alemanha, evitando a Ucrânia. A Alemanha é fortemente dependente da energia russa, e há receio por parte do Ocidente de que o gasoduto de 1.200 quilômetros e US$ 11 bilhões seja usado como arma de retaliação pela Rússia.

Já Olaf Scholz reconheceu que se trata de uma “situação muito difícil”, mas reforçou que “estaremos unidos e agiremos juntos, tomaremos os mesmos passos e a Rússia deve entender isso”. O chanceler reforçou que a Alemanha “tem dado ajuda significativa à Ucrânia”.

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