Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 28 de abril de 2025

Todas as quartas-feiras, aulas com o professor Rafinha, hip-hop une técnica, inclusão e cidadania, o ritmo das danças urbanas no Teatro da Vila na CIC . O que parece, à primeira vista, apenas uma aula de dança, revela-se como um espaço de acolhimento e transformação. Para participar, basta chegar, às 15h.

As aulas do professor Raphael Fernandes de Souza, ou Rafa, se tornaram ponto de encontro para diferentes idades e histórias. “A gente tenta não diferenciar. Mesmo com a faixa etária sendo de 7 a 18 anos, a turma tem alunos até de 35. É um espaço de inclusão e popularização da dança urbana”, afirma.

Alfabeto do corpo urbano

Rafa tem formação em Educação Física e mais de 20 anos de experiência como professor. Atualmente está ligado à Casa Hoffmann, espaço da Fundação Cultural de Curitiba dedicado à dança. Sua metodologia une técnica, filosofia hip-hop e uma inventividade que estimula a criatividade dos alunos. 

A base das aulas no Teatro da Vila são 26 passos fundamentais do hip-hop, com destaque para o breaking, transformados em um alfabeto corporal. Cada letra representa um movimento e, juntos, formam as coreografias do grupo, criadas em um processo que estimula ritmo, coordenação, improviso e memória. 

Mais do que ensinar dança, Rafa acredita que a aula trabalha corpo, mente e espírito. “Tem a rodinha que é o momento de improviso, tem treino, mas tudo é para se trabalhar muita consciência corporal”, elenca o professor. 

O propósito dos encontros é uma formação interdisciplinar e extracurricular de condicionamento físico. 

Espaço de autonomia 

A aula também faz diferença fora dos palcos. 

Paula Vitória Klug, de 26 anos, participa do projeto desde o seu início. Ela é autista e encontrou na dança não apenas uma atividade física, mas uma forma de expressão e superação. “A coordenação motora dela melhorou muito. Hoje ela faz acrobacias que nunca imaginamos. E o Rafa oferece um atendimento especial, com carinho e atenção individual”, relata a mãe de Paula, Jussara Marliza.

Dança como cidadania

Além das aulas, os alunos participam de apresentações e da criação de uma coreografia especial. Para 2025, sugeriram temas como meio ambiente ou cultura indígena, reforçando o compromisso do grupo com causas sociais e ambientais.

O projeto integra o Circuito de Dança dos Bairros e também se apresenta em festivais vinculados à Prefeitura, como a Mostra Curitiba e a Dança Curitiba. “Esses eventos são importantes. Motivam muito. Fazem parte do processo pedagógico, de quebrar a barreira com o público”, reforça Rafa.

Serviço

Dança Urbana na Regional CIC 
Quartas-feiras, 15h às 16h30 
Local: Teatro da Vila (Rua Davi Xavier da Silva, 451 – CIC)
Classificação: 7 a 18 anos – outras idades também são aceitas

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