Presidente do STF, Edson Fachin, diz que não há motivos para reter investigações, porém, ainda fica com o controle do Banco Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira...
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das críticas, marca para os dias 26 e 27 de janeiro os depoimentos relacionados ao inquérito que investiga as fraudes envolvendo o Banco Master.
Na semana passada, Toffoli determinou que as oitivas fossem realizadas em apenas dois dias, contrariando o prazo de seis dias solicitado pela Polícia Federal (PF). Os depoimentos serão colhidos por videoconferência e na sede do STF.
Na nota, os delegados citam ordens judiciais que, segundo a entidade, interferem no planejamento policial, como a imposição de acareações e prazos curtos para buscas, apreensões e oitivas.
Também mencionam determinações sobre lacração de objetos, envio de materiais a outros órgãos e escolha nominal de peritos, práticas que “destoam dos protocolos institucionais da PF”
Para a ADPF, “tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos delegados”.
Tudo muito esquisito
A condução do caso Master por Dias Toffoli é esquisita desde o motivo que levou a questão para o STF — a citação do nome de um deputado numa intenção de compra de imóvel que não se concretizou.
Desde então, o ministro decretou sigilo absoluto, marcou uma acareação que não tem previsão legal, contra indicação do Ministério Público Federal, e decretou que todas as apreensões da segunda fase da Compliance Zero fossem lacradas no STF.
Toffoli voltou atrás das decisões sobre a acareação e a lacração das provas, mas indicou perguntas a Daniel Vorcaro, dono do Master, e mandou recados para a PF e o Banco Central, numa condução caótica do caso.
Família
Para piorar, reforçam-se a cada dia os laços de familiares do ministro com o Banco Master.
O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, é um dos donos de um fundo de investimentos que aportou 6,6 milhões de reais no resort Tayayá.
O empreendimento teve entre seus principais acionistas familiares do relator do caso do Master, que, não bastasse, viajou com um dos advogados que atuam no caso para a final da Libertadores, no Peru.
Fonte: O Antagonista
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