Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 8 de abril de 2020

Alep poderia repassar três vezes mais, se não esbanjasse dinheiro público com propaganda e cortasse gastos supérfluo

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira (7) a lei complementar que instituiu o repasse de R$ 37,7 milhões do Fundo de Modernização da Assembleia Legislativa para o Fundo Estadual da Saúde. Os recursos serão utilizados na contratação de leitos de UTI, enfermarias e aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os municípios do Paraná.

O valor do repasse poderia ser pelo menos três vezes mais, se o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, cancelasse o contrato de 30 milhões com propaganda desnecessárias, que foi aprovada recentemente pelos parlamentares. E cortasse gastos supérfluo com alugueis de carros para deputados, e reduzisse os gastos com salários de comissionados da Alep. O primeiro-secretário da Casa, deputado Luiz Cláudio Romanelli que gosta de sair na foto e posar de bonzinho deveria encaminhar o pedido de cancelamento do contrato publicitário. O que seria mais interessante neste momento, atender a saúde publica ou distribuir dinheiro para as mídias parceira da Assembleia.

A alep que deveria representar os interesse da sociedade, no entanto, esbanja dinheiro público que poderiam ser destinado a aparelhamento de hospitais ou compra de equipamentos necessários para UTIs.

Deste total, R$ 22,5 milhões serão usados para financiar 600 leitos de UTI (custo médio de R$ 800 ao dia) e 900 leitos de enfermaria (custo médio de R$ 300 ao dia) por um mês em todas as macrorregiões do Estado. Sabe-se lá de forma serão utilizado esses recursos pelos municípios, que deveriam ser para comprar de equipamentos e depois entregue aos hospitais. Isto cheira campanha política, uma forma de fazer média com os prefeitos neste ano eleitoral.

Outros R$ 15,2 milhões serão investidos na compra de máscaras, luvas, aventais e demais EPIs. O material será distribuído para os 399 municípios ao longo do período de maior enfrentamento da pandemia, de acordo com critério populacional e da quantidade de estabelecimentos de saúde.

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