Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de setembro de 2025

EUA representam cerca de 97% da produção do segmento, que enfrenta demissões e enxugamento diante do Tarifaço.

Garantir a sobrevivência do setor madeireiro paranaense diante das altas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e a falta de negociação entre a potência norte-americana e o governo brasileiro foi tema central de uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O evento reuniu deputados, empresários, representantes do governo do Estado e do Poder Público para discutir medidas sobre o tema.

O deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa e um dos organizadores do evento, se comprometeu a aplicar o regime de urgência a proposições relativas ao tema que possam vir a ser apresentadas na Alep. Com isso, elas podem concluir a tramitação em 48h. “O setor madeireiro do Paraná foi o mais afetado por essa taxação, com quase 5 mil pessoas demitidas e muitos funcionários trabalhando em casa, prestes a serem demitidos”, ressaltou.

Também proponentes, parlamentares que lideram colegiados que representam os diferentes setores econômicos no Paraná acompanharam a audiência pública. “O tarifaço inviabiliza a exportação, esse produto fica restrito ao mercado interno, naturalmente baixando o preço e inviabilizando a atividade econômica”, ressaltou o deputado Artagão Júnior (PSD), líder do Bloco da Madeira.

“Muitos setores estão sendo diretamente impactados por conta desta falta de diálogo entre os Estados Unidos e o Brasil”, complementou Luiz Fernando Guerra (União), presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda. “É uma questão política, é uma decisão do governo federal americano. O que a gente precisa é ter soluções. Não podemos é concordar com as demissões”, complementou Fábio Oliveira (Podemos), vice-presidente da mesma comissão. Ele relembrou que o Paraná gerou 100 mil empregos até setembro deste ano. “Podemos perder tudo o que construímos em 2025”.

Cenário

Desde o dia 6 de agosto, o setor está entre os tiverem seus produtos submetidos a tarifas de 50% ao entrarem em solo americano, após determinação do presidente norte-americano Donald Trump. Apesar de ser o sétimo produto mais exportado pelo Paraná, a madeira ocupa a primeira posição quando se trata especificamente da relação comercial com os Estados Unidos, representando 39% dos US$ 1,58 bilhão exportado ao país, à frente do setor metalmecânico, que representa 25%, destacou João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), durante a palestra que abriu a audiência.

Fonte: Alelp foto:

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